terça-feira, 29 de maio de 2018

Angela Davis e outros ativistas e intelectuais internacionais assinam manifesto pela liberdade de Lula

Trezentos acadêmicos e intelectuais acabam de lançar um manifesto intitulado "Lula da Silva é um prisioneiro político. Lula Livre!", denunciando a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A petição discute em detalhe a natureza arbitrária do processo conduzido pelo juiz federal Sérgio Moro contra Lula, afirmando que ele é nada menos do que um prisioneiro político. 

O documento declara que a comunidade internacional deve trata-lo como tal e demanda sua imediata libertação. O manifesto é assinado por juristas, intelectuais e acadêmicos de grande peso, como Tariq Ali, Noam Chomsky, Angela Davis, Leonardo Padura, Thomas Piketty, Boaventura de Sousa Santos, Slavoj Žižek, Karl Klare e Friedrich Müller.

O manifesto é apoiado por acadêmicos e intelectuais de todo o mundo, mas principalmente dos EUA e da Europa. Ele será traduzido para outras línguas e está aberto para apoio acadêmico adicional no site https://chn.ge/2kpoxzi.

A petição declara que "os abusos do poder judiciário contra Lula da Silva configuram uma perseguição política mal disfarçada sob manto legal. Lula da Silva é um preso político. Sua detenção mancha a democracia brasileira. Os defensores da democracia e da justiça social no Oriente e no Ocidente, no Norte e no Sul do globo, devem se unir a um movimento mundial para exigir a libertação de Lula da Silva."

O manifesto é endossado por juristas mundialmente famosos, tais como Karl Klare, Friedrich Müller, António José Avelãs Nunes e Jonathan Simon. Eminentes pesquisadores do poder e da perseguição judicial (Lawfare), como John Comaroff, Eve Darian-Smith, Tamar Herzog e Elizabeth Mertz, também são apoiadores.

Adicionalmente, a petição é subscrita por intelectuais de renome global como Tariq Ali, Robert Brenner, Wendy Brown, Noam Chomsky, Angela Davis, Axel Honneth, Fredric R. Jameson, Leonardo Padura, Carole Pateman, Thomas Piketty, Boaventura de Sousa Santos e Slavoj Žižek.

Sociólogos proeminentes como Fred Block, Mark Blyth, Michael Burawoy, Peter Evans, Neil Fligstein, Marion Fourcade, Frances Fox Piven, Michael Heinrich, Michael Löwy, Laura Nader, Erik Olin Wright, Dylan Riley, Ananya Roy, Wolfgang Streeck, Göran Therborn, Michael J. Watts e Suzi Weissman também assinaram o manifesto.

O documento é apoiado por especialistas reconhecidos e diretores de centros de pesquisa em Estudos Latino-Americanos como Alex Borucki, Aviva Chomsky, Brodwyn Fischer, Barbara Fritz, James N. Green, Victoria Langland, Mara Loveman, Carlos Marichal, Teresa A. Meade, Tianna Paschel, Erika Robb Larkins, Aaron Schneider, Stanley J. Stein e Barbara Weinstein.

Ademais, é endossado por economistas globalmente reconhecidos como Dean Baker, Ha-Joon Chang, Giovanni Dosi, Gérard Duménil, Gary Dymski, Geoffrey Hodgson, Costas Lapavitsas, Marc Lavoie, Thomas Palley, Robert Pollin, Pierre Salama, Guy Standing, Robert H. Wade e Mark Weisbrot.

Vídeos - O PT pedirá à Justiça uma autorização para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva possa gravar vídeos com mensagens políticas enquanto estiver preso. A legenda pretende divulgar gravações dele para reforçar o plano de sua candidatura à Presidência da República.

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, disse à Folha que Lula "está na prerrogativa dele". "Ele é um cidadão e pode se manifestar politicamente", afirmou.

O advogado Eugênio Aragão, ministro da Justiça no governo Dilma Rousseff e vice-procuradorgeral eleitoral, deve fazer a solicitação nos próximos dias e deve encaminhar uma petição à juíza Carolina Moura Lebbos, responsável pela execução penal do ex-presidente.

"Enquanto ele estiver liberado para ser candidato, como ocorre agora, ele tem direito de se manifestar em igualdade de condições com os outros pré- candidatos. Não pode haver discriminação", afirmou Aragão.

A candidatura de Lula tende a ser rejeitada com base na Lei da Ficha Limpa, mas, de acordo com o PT, a decisão pode ser tomada somente depois que o ex-presidente tiver seu nome registrado na Justiça Eleitoral.

Antes de se entregar à Polícia Federal, no dia 7 de abril, Lula afirmou que gravou uma série de vídeos para serem usados durante a campanha do PT ao Planalto.

Liderança - Pesquisa CUT/Vox Populi, divulgada nesta segunda-feira (28), apontou que ex-presidente Lula mantém a vantagem sobre os demais presidenciáveis e, em eventual segundo turno, derrotaria qualquer adversário por ampla margem de votos.

Na simulação estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula alcançou 39% das intenções de voto contra 30% das soma dos adversários.

Na segunda posição aparece o deputado Jair Bolsonaro (PSL), com 12%, seguido pela ex-senadora Marina Silva (Rede), com 6%, e pelo ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 4%. Em seguida estão o ex-governador de São paulo Geraldo Alckmin (PSDB), com 3%, e Álvaro Dias (Podemos), com 2%.

De acordo com o levantamento, Manuela D’Ávila (PC do B), Henrique Meirelles (MDB-GO), e João Amoedo (Novo-RJ) têm cada um 1% das intenções de votos. Guilherme Boulos (Psol-SP), Rodrigo Maia (DEM-RJ), João Vicente Goulart (PPL), Flávio Rocha (PRB-RN) e Paulo Rabelo de Castro (PSC) não pontuaram.

O percentual dos que não vão votar em ninguém, brancos e nulos totalizou 21% e não sabem ou não responderam, 9%.

Portal Brasil 247


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