sexta-feira, 20 de abril de 2018

Cantora Simaria está com tuberculose e fica de repouso por um mês

Simaria, da dupla com Simone, foi diagnosticada com o quadro de tuberculose ganglionar, segundo informou boletim médico. A cantora estava internada desde a última quinta-feira no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e recebeu alta nesta terça (17). Ela seguirá o tratamento em casa e terá que ficar afastada do trabalho por 30 dias. A irmã Simone cumprirá a agenda de shows sozinha.

Em novembro de 2017, um diagnóstico de infecção aguda de vias aéreas superiores tirou Simaria dos palcos. A artista ficou em tratamento por aproximadamente um mês e reduziu o número de apresentações no período. 

Confira a nota enviada pela assessoria da cantora:

"A paciente Simaria Mendes Rocha deu entrada no Hospital Sírio-Libanês no dia 12/04 com queixa clínica de emagrecimento, alterações gastrointestinais e estafa devido a agenda intensa de compromisso. Realizados exames laboratoriais que mostraram anemia e durante investigação específica ficou evidenciado aumento do gânglio supraclavicular à direita. Feita avaliação histopatológica que diagnosticou reativação de tuberculose ganglionar. A paciente recebeu alta hospitalar hoje, dia 17/04, e continuará tratamento em sua residência, sendo acompanhada pelo Prof. Dr. Roberto Kalil Filho e pelo Prof. Dr. David Uip e deverá permanecer afastada do trabalho pelo período de 30 dias. Simone segue cumprindo a agenda de shows normalmente e, em maio, as cantoras mantém as férias já programadas. Simaria agradece o carinho e compreensão de todos os fãs e, neste momento, irá dedicar os seus dias para cuidar da saúde”.

Simone postou uma mensagem em apoio à irmã, Simaria, no Instagram: "Você é minha luz, meu anjo minha força... em nome de Jesus vc logo ficará boa pra nós! Te amo absurdamente, se eu tivesse o poder de escolha, estaria no seu lugar. Te amo minha luz, minha princesa! Força, te amo!".

Doença - A tuberculose ganglionar é um tipo mais raro da doença, que é mais comum nos pulmões. A pulmonar é apenas o tipo mais frequente de apresentação da tuberculose, com 85% dos casos. De uma forma geral, é uma bactéria que dá em todos os órgãos: pulmão, coração, pleura (membrana que reveste os pulmões) e também nos gânglios. 

No diagnóstico são utilizados os seguintes exames: baciloscopia, teste rápido molecular para tuberculose e cultura para micobactéria, além da investigação complementar por exames de imagem.

O tratamento do tipo ganglionar é o mesmo da tuberculose comum. O paciente deve ser tratado com antibióticos durante pelo menos seis meses, segundo orientações do Ministério da Saúde

O paciente precisa manter o tratamento por no mínimo seis meses a um ano. Não pode parar, porque se nem todas as bactérias forem atingidas pelo antibiótico, podem surgir cepas resistentes. Tuberculose tem cura, mas precisa seguir de forma bem rigorosa a prescrição médica.

A tuberculose ganglionar pode se desenvolver devido a uma baixa no sistema imunológico, sendo, inclusive, comum entre pacientes com HIV. Os sintomas, de acordo com os especialistas, são febre, calafrios, inchaço com dor, perda do apetite, suor excessivo. Fatores de risco como estresse, má alimentação, excesso de trabalho, podem causar a doença

A principal maneira de prevenir a tuberculose em crianças é com a vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin), ofertada gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Normalmente já administrada para os bebês na maternidade, com 48 horas de vida, e faz parte do calendário público de vacinação.

Com informações do Jornal Extra (Rio) e do Portal G1