quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Quem disse NÃO ao Brasil [6] #Bahia


Antônio Imbassahy (PSDB)

Nota: É o Ministro-Chefe da Secretaria de Governo na gestão Temer e reassumiu sua cadeira de deputado federal para votar SIM pelo arquivamento das denúncias contra o presidente. Nas eleições de 2014, Imbassahy teria recebido doações de R$ 30 mil da Braskem, empresa ligada à Odebrecht, R$ 250 mil da OAS e R$ 76,8 mil da UTC.[13]



Lúcio Vieira Lima (PMDB)

Nota: É pecuarista e cacaueiro (dono de roças de cacau na região de Ilheus); irmão do ex-Ministro Chefe da Secretaria de Governo do Brasil Geddel Vieira Lima (que está atualmente em prisão domiciliar) e filho do ex-Deputado Afrísio Vieira Lima

Em dezembro de 2016 Vieira Lima foi citado na delação de Cláudio Melo Filho, ex-diretor da empreiteira Odebrecht. Segundo Melo Filho, o codinome de Vieira Lima seria "Bitelo", uma alusão ao fato de o deputado ser obeso.



Mário Negromonte Jr. (PP)

Nota: É filho do ex-Deputado Federal e ex-Ministro das Cidades Mário Negromonte e da atual prefeita do município de Glória, na Bahia, Ena Vilma Negromonte.

Negromonte Jr. e seu pai foram indiciados na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, por corrupção passiva qualificada, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Júnior foi indiciado também pelo crime de ameaça.

No dia 18 de Dezembro de 2015, O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que Mário Negromonte Júnior fosse investigado em inquérito da Operação Lava Jato. Seu pai, o ex-Deputado e ex-Ministro das Cidades Mário Negromonte, hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia, já era investigado por suspeita de envolvimento em fraudes na Petrobras, suspeito de ter recebido dinheiro desviado da estatal em forma de doações oficiais.[4] Zavascki acatou um pedido do procurador-geral da República Rodrigo Janot, que afirma que Negromonte Jr. recebeu uma doação ilegal no valor de R$ 500 mil da empresa Jaraguá Equipamentos Industriais, envolvida no esquema de corrupção da Petrobras.

Ronaldo Carletto (PP)


Nota: Esteve ausente na votação que arquivou pedido de investigação a Michel Temer. Empresário do setor de Transportes. Embora seja nascido no Espírito Santo, fez a sua carreira na Bahia. O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia rejeitou as contas da campanha do Deputado Ronaldo Carletto, relativas às eleições de 2014. No entanto, ele recorreu da sentença.[5]

Carletto é investigado juntamente com outros dois Deputados Federais baianos, Arthur Maia e João Carlos Bacelar Batista, por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. A origem do processo é um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que reuniu informações sobre movimentações financeiras atípicas realizadas pelos três parlamentares.[6]

Um irmão, Paulo Carletto, foi preso pela Polícia Civil da Bahia em 24 de novembro de 2009, na cidade de Itabuna, acusado de participação em um esquema de fraudes para concessão de linhas em empresas de transportes intermunicipais, área de atuação da família Carletto.


Cacá Leão (PP)


Nota: filho do vice-governador e secretário de Planejamento da Bahia, João Leão. Cacá Leão é considerado um dos aliados do presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha e, como membro do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, votou de modo contrário ao prosseguimento do processo contra ele, que resultou na cassação do mandato de Cunha. 

Cacá fazia parte da CPI da Petrobras, Comissão da Câmara que investigava o esquema de corrupção da estatal. No entanto ele acabou sendo afastado pelo PP depois que seu seu pai tornou-se um dos 34 congressistas ou ex-congressistas que tiveram o pedido de abertura de inquérito aceito pelo Supremo Tribunal Federal em 6 de Março de 2016.



Márcio Marinho (PRB)

Nota: Acusado de ser um dos parlamentares beneficiados com uma bolsa-auxílio para estudantes carentes, através de sua prima, que recebia o benefício. É radialista e por 17 anos foi apresentador de programas de TV de cunho assistencialista.



João Carlos Bacelar Filho (PR)


Nota: É filho do ex-deputado João Carlos Paolilo Bacelar. Notabilizou-se no Congresso Nacional pela fidelidade ao ex-deputado Eduardo Cunha, sempre votando contra a cassação do então presidente da Câmara. João Carlos Bacelar é suspeito de corrupção, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional, de acordo com inquéritos autorizados pelo ministro do STF Edson Fachin.



Roberto Britto (PP)

Nota: É médico e foi prefeito do município de Jequié por dois mandatos. Britto é acusado de é usar R$ 50 mil da verba parlamentar para confeccionar e distribuir panfletos de sua campanha de reeleição em 2014 no município de Jequié.



Paulo Azi (DEM)

Nota: Engenheiro e administrador, Azi foi presidente de vários órgãos públicos na Bahia, até chegar à Câmara, onde está em seu primeiro mandato. Aliado de Eduardo Cunha, Azi foi autor de uma manobra legislativa que ajudou o então presidente da Câmara.


José Carlos Aleluia (DEM)

Nota: Entrou na política após presidir empresas estatais, como a Coelba (companhia energética da Bahia) e a Chesf (Companhia Hidroelétrica do São Francisco). Ele é suspeito de receber R$ 300 mil via caixa 2 nas eleições de 2010, além de doação legal de R$ 280 mil nas eleições de 2014, segundo inquérito autorizado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com os delatores José Carvalho Filho e Cláudio Melo Filho, além dos R$ 300 mil recebidos em 2010 e dos R$ 280 mil em 2014, Aleluia se comprometeu a assumir na Câmara posições favoráveis ao Grupo Odebrecht. No escândalo dos Anões do Orçamento, Aleluia era um dos nomes mais lembrados no ano de 1993, mas na época, foi inocentado.


Nota: Maia é relator da Reforma da Previdência, aquela que dificulta a aposentadoria do trabalhador brasileiro. Ele também é suspeito de receber doação não contabilizada para campanha. O deputado era conhecido como "Tuca", na lista de propinas da Odebrecht. A informação sobre os valores repassados ao parlamentar foi revelada pelo ex-funcionário da Odebrecht, José de Carvalho Filho, e Cláudio Melo Filho, executivo da empresa.


Cláudio Cajado (DEM)

Nota: Em março de 2013, Cláudio Cajado foi acusado por fraudes ocorridas no pleito de 2004, no município de Dias D’Ávila, no interior da Bahia. Junto com outros candidatos, o parlamentar era acusado de crimes de corrupção eleitoral, coação de eleitor, falsidade documental, previstos no Código Eleitoral[5][6]. Cajado também é conhecido por tentar restringir a liberdade de expressão na internet, com a ideia é facilitar a retirada de “postagens ofensivas” contra políticos não apenas em redes sociais, mas também em sites e pequenos blogs pessoais.



Elmar Nascimento (DEM)

Nota: Em seu primeiro mandato na Câmara, Elmar preside o Conselho de Ética na Câmara dos Deputados e foi apontado por fazer manobras que beneficiassem o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha. 


Erivelton Santana (PEN)

Nota: Pastor evangélico ligado à Assembleia de Deus, Erivelton está em seu segundo mandato de deputado federal. Com o discurso de quem "defende a família brasileira", sendo um doa líderes da "Frente Parlamentar Evangélica". Na prática, faz blindagem de nomes poderosos, como o de Eduardo Cunha. 



José Carlos Araújo (PR)

Nota: Radialista, teve sua carreira pautada em partidos como PDS e PFL e em estatais como a Tele-Bahia. Atualmente é presidente do Conselho de Ética na Câmara Federal. O Conselho tem posição estratégica na Câmara, pois decide pela abertura de processos de investigação e, posteriormente, cassação de deputados. O mandato é de dois anos.

José Carlos Araújo é um dos parlamentares com pior posicionamento no ranking de Deputados Federais do portal Atlas Político, ocupando a posição 472 entre 493 avaliados. O ranking leva em conta fatores como representatividade eleitoral, fidelidade partidária, proporção do dinheiro gasto na campanha por voto obtido, ativismo legislativo e debate parlamentar. 

O deputado é acusado de participar de suposto esquema de corrupção em São Francisco do Conde, na Bahia, que estaria ocorrendo há três anos e teria desviado entre R$ 300 mil e R$ 10 milhões. Mas o STF pediu arquivamento do processo.


Benito Gama (PTB)

Nota: comandou a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar as relações do ex-presidente Collor com o empresário Paulo Cesar Farias, que seria assassinado em 1996. Em 2015 foi acusado de abuso de poder econômico e graves irregularidades nas contas de campanha. Segundo a acusação, enquanto candidato, Gama subcontratou serviços de terceiros e adquiriu bens destinados à campanha eleitoral, mas não os declarou na prestação de contas, fugindo do controle efetivo dos gastos. A campanha do deputado figurou no rol das mais caras do Brasil para a Câmara dos Deputados, com gasto total de quase R$ 6 milhões, sendo R$ 4,5 milhões despendidos na prestação de serviços de terceiros. 


Com informações da Wikipedia, Portal G1, Bahia Notícias, Portal Brasil 247

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