quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Quem disse NÃO ao Brasil [5] #Amazonas

Alfredo Nascimento (PR)

Nota: Foi Ministro dos Transportes nos governos do PT, mas posicionou-se favorável a admissibilidade do processo de Impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. Acabou por renunciar à presidência nacional do PR, cargo que ocupava desde 2010, para poder dar o voto favorável ao processo, já que na época a orientação da bancada do partido era de voto contrário a abertura do Impeachment.[7]

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota afirmando ter ficado decepcionado com o voto do ex-ministro. O jornal Folha de S.Paulo publicou que o governo entendeu que ele teria votado movido pelo sentimento de vingança pelo fato de ter sido exonerado do cargo de ministro dos Transportes pela presidente Dilma Rousseff após acusações de irregularidades, o que é negado por Nascimento e seus aliados.[8] Após sair do ministério, indignado com a falta de apoio da presidente Dilma, Alfredo Nascimento disse que não era "lixo". "O meu partido não é lixo para ser varrido da administração", afirmou em agosto de 2011.

Em 6 de Julho de 2011, Alfredo Nascimento renunciou ao Ministério dos Transportes após denúncias sobre um suposto esquema de superfaturamento em obras envolvendo servidores da pasta. A crise se agravou após suspeitas de que seu filho, o arquiteto Gustavo Morais Pereira, tenha enriquecido ilicitamente em razão do cargo do pai. 

Em setembro de 2015 o juiz Ronnie Frank Torres Stone condenou Alfredo Nascimento e o ex-secretário Municipal de Administração de Manaus Silvio Romano Benjamin Júnior por improbidade administrativa pela contratação de servidores municipais sem concurso público durante a gestão de Nascimento à frente da prefeitura da capital do Amazonas, entre 2001 e 2004.

Artur Bisneto (PSDB)

Nota: Filho do prefeito de Manaus, Artur Virgílio Neto e noivo da deputada Sheridan (PSDB-RR)

Em março de 2016 foi divulgada uma lista de políticos beneficiados em suas campanhas por financiamentos da Construtora Odebrecht. Um dos nomes citados era "Arthur Virgílio". A principio pensou-se ser o pai, Arthur Virgílio Neto. No entanto o deputado Arthur Bisneto apressou-se em corrigir que, na verdade, o Arthur citado era ele. Disse o Deputado: "há uma turma querendo fingir que é meu pai que tá com problema… tentando macular meu pai por causa da eleição municipal". O deputado afirmou ter recebido R$ 500 mil de doação da Odebrecht para a campanha de 2014 via PSDB nacional, por intermédio da Usina Conquista do Pontal, uma empresa da Odebrecht Agroindustrial, e que o valor estaria declarado nas contas eleitorais. Afirmou ainda que esse valor já seria de conhecimento do juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato.[4]



Átila Lins (PSD)

Nota: Átila é irmão do deputado estadual do Amazonas Belarmino Lins e do ex-deputado federal José de Jesus Lins de Albuquerque.

O primeiro cargo legislativo de Átila Lins foi o de deputado estadual, eleito pela ARENA, partido de sustentação do regime militar, em 1978. 

Em 5 de junho de 2012, o deputado Átila Lins chegou a ter seu mandato cassado por quatro votos a dois pelo pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas, por supostas irregularidades na prestação de contas da eleição de 2010. De acordo com o TRE, o Ministério Público Estadual o acusou de omitir despesas de campanha, rejeitando sua prestação de contas.

Pauderney Avelino (DEM)

Nota: Em 16 de agosto de 2013, o subsecretário de Educação de Manaus Deuzamir Pereira afirmou ao jornal A Crítica que existiria um grupo que "assalta o dinheiro público" por meio de aluguéis de prédios onde funcionam escolas do município. 

A questão dos alugueis voltou à tona em 16 de março de 2016, quando o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas condenou Pauderney a devolver R$ 4,6 milhões de reais.[8]Ele também foi multado em R$ 23 mil.[9] Segundo auditoria realizada pelo Tribunal, ele teria praticado sobrepreço nos contratos de aluguéis de 47 prédios no período em que foi secretário de Educação de Manaus.

No entanto, no dia 30 do mesmo mês o próprio TCE decidiu cancelar a condenação. A defesa argumentou que havia uma contradição entre as conclusões dos órgãos técnicos consultados que invalidaria todo o processo.

Em dezembro de 2014, o plenário do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas rejeitou por unanimidade as contas da campanha a Deputado federal de Pauderney Avelino naquele ano. O relator do processo, desembargador Délcio Luís Santos, apontou várias irregularidades, como movimentações financeiras fora da conta específica do candidato e omissões de registros de despesas.

Pauderney Avelino teve seu nome citado na gravação entre o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, delator da operação Lava Jato, e o presidente do Senado, Renan Calheiros. Na gravação, divulgada pelo site G1, ao citar Pauderney, Machado diz a Renan Calheiros: "como que você tem cara de pau, Renan, aquele cara, Pauderney, que agora virou herói. Um cara mais corrupto que aquele não existe". O Deputado informou que não conhece o ex-presidente da Transpetro e iria entrar com uma interpelação judicial contra ele no Ministério Público Federal


Sabino Castelo Branco (PTB)

Nota: Pai do vereador Reizo Castelo Branco, se notabilizou como apresentador de programas policialescos e assistencialistas na TV amazonense.  

Silas Câmara (PRB)

Nota: Pastor evangélico da Igreja Assembleia de Deus, transitou por nada menos que sete partidos políticos e é casado com a deputada federal Antônia Lúcia (PRB-AC). Também é dono da Rede Boas Novas de Televisão.

Câmara é acusado, no Inquérito de número 2.005, de se apropriar de parte ou da totalidade dos salários de assessores de seu gabinete, contratar funcionário fantasma e servidores vinculados à Assembleia Legislativa do Amazonas. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público Federal em junho de 2009 e aceita como ação penal pelos Ministros do Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, em dezembro de 2010. A mesma denúncia foi desdobrada e resultou em outra ação penal, a 579, que segue em segredo de justiça no STF. Nessa ação, o Parlamentar responde por crime contra a fé pública por, supostamente, ter utilizado documento de identidade falso.

Em Junho de 2009 o Supremo Tribunal Federal recebeu, por unanimidade, denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal contra o deputado Silas Câmara, à época no PSC, pelos crimes de falsificação de documento público e uso de documento falso (Inquérito 1695[5][6]). Ele teria falsificado sua carteira de identidade e CPF. Consta do inquérito policialque a numeração da 2ª via do documento de identificação do deputado é incompatível com o ano de expedição, 1979, já que o número que consta do documento só foi emitido em 1983, mesmo ano em que o modelo e as características da cédula falsificada foram adotadas. Também não seria possível que a carteira fizesse referência, no suposto ano de sua emissão, ao número do CPF que, segundo a Receita Federal, só foi expedido em 1997. Outro fato apurado foi que a certidão de nascimento, apresentada como documento de origem para a expedição da identidade, não existe nos registros do cartório civil que a teria emitido.

Em Abril de 2014 a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados recebeu pedido de investigação para apurar a utilização dos recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, a chamada verba indenizatória, especificamente em relação aos contratos das empresas Cracia Assessoria, Direct Voice Marketing e Gráfica & Papelaria BSB. Mesmo sendo consideradas de pequeno porte, as três empresas faturaram R$ 1,78 milhão em 2013 com serviços prestados aos parlamentares. A investigação foi proposta pelo deputado Chico Alencar, do PSOL, a partir de denúncia do jornal Correio Braziliense. As matérias tratam de suspeição na prestação de serviços, tráfico de influência e incompetência para executar o trabalho proposto.

Silas é alvo do inquérito policial 3.092, que investiga suposto crime de corrupção eleitoral passiva. O deputado teria captado votos de alunos que frequentavam cursos de informática, corte e costura, oficinas de artesanato, aulas de reforço, aulas de alfabetização de jovens e adultos e palestras motivacionais realizadas pela Fundação Boas Novas, ligada ao grupo de comunicação Boas Novas administrado pela família de Câmara. Esta mesma fundação teria recebido quase R$9 milhões de reais em emendas propostas pelo próprio deputado, através de um convênio com a Secretaria da Cultura do Amazonas.[12]


Informações da Wikipedia















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