quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Quem disse NÃO ao Brasil? [19] #Paraná Parte 1


Alex Canziani (PTB)

Advogado, está em seu quinto mandato como deputado federal. Foi vereador e vice-prefeito de Londrina, além de ter sido secretário de estado. Foi réu em uma ação civil pública por improbidade administrativa com dano ao Erário quando ele foi vice-prefeito interino de Londrina (PR). A ação teria sido motivada por causa da contratação de um buffet na época em que ele se candidatou a deputado. A Justiça decretou a indisponibilidade dos bens dele e a quebra de seu sigilo bancário. Também é acusado de integrar a Farra das Passagens aéreas, ou seja, o uso de verba aérea da Câmara para fins particulares.


Alfredo Kaefer (Sem partido)

Empresário, está em seu terceiro mandato na Câmara Federal. Está sem partido atualmente após ter votado contra aplicativos como o Uber e o seu então partido, o PSL/Livres é favorável a novas formas de transporte. Kaefer é acusado de ter acumulado fortuna às custas de calotes em credores e manobras no patrimônio da própria família. 

Dono de um patrimônio declarado de R$ 108,5 milhões – grande parte desse montante proveniente do aglomerado que reúne frigorífico, seguradora e veículos de comunicação –, ele é alvo de três inquéritos e uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF).

Kaefer, em 2014, também foi acusado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de crimes contra o sistema financeiro, entre eles gestão fraudulenta. Conforme a denúncia do Ministério Público Federal, o deputado “maquiou” a situação econômica da empresa de crédito Sul Financeira e sonegou informações ao Banco Central (BC).


Dilceu Sperafico (PP)

Embora tenha carreira política no Paraná, Sperafico nasceu no Rio Grande do Sul. Está em seu sexto mandato na Câmara Federal. Integra a Bancada Ruralista no Congresso Nacional. Tem seu nome envolvido na Operação Lava Jato. O parlamentar também foi acusado de usar verba da Câmara dos Deputados para divulgar em rádios do interior do Paraná um artigo em que se defende da acusação de que teria sido beneficiado pelo esquema de corrupção na Petrobras. 

As explicações foram veiculadas na mídia local em meados de março, após o ministro Teori Zavascki, relator do caso no STF, ter autorizado a abertura de inquérito contra 49 políticos, entre eles Sperafico. Em 1999, foi acusado de expedição de duplicata simulada, obtenção fraudulenta de financiamento em instituição financeira, apropriação indébita e estelionato.

Há 10 anos, ele e seus irmãos foram acusados de apropriação indébita — ato ilícito em que alguém utiliza um bem de outra pessoa sem autorização. Com a decisão, o parlamentar e seu irmãos passarão a responder a uma ação penal no Supremo. Sua carreira política começou no PDS, partido que apoiava o Governo Militar ainda vigente em sua fase final.



Edmar Arruda (PSD)

Economista, empresário e político, está em seu segundo mandato de deputado federal. É vice-líder do PSD na Câmara e integra a Bancada Evangélica. O Deputado Federal Edmar Arruda foi acusado numa reportagem da revista Isto É de ganhar milhões por meio de favorecimento político da sua empresa Cantareira Construções. A revista apontou que ele percorreu municípios do seu Estado discutindo e defendo para os prefeitos projetos do programa Minha Casa, Minha Vida.

A sua empresa já teria se beneficiado com cerca de R$ 65,5 milhões até 2012 com contratos no âmbito do programa do Governo Federal. Assim, segundo a reportagem, o parlamentar acumularia as funções de representante do Legislativo e lobista do Grupo Cantareira, em flagrante conflito de interesses.[3]

Em 2010, quando foi eleito deputado federal pela primeira vez, seu patrimônio era de R$ 12.396.842,85. Em 2014, seu patrimônio estava registrado em R$ 21.573.936,04, um crescimento de 74%, segundo registros do TSE. Foi considerado em 2015 um dos 30 parlamentares mais ricos do Brasil no Congresso Nacional.[5][6]

Em novembro de 2016, na Câmara dos Deputados votou contra o Projeto de Lei de iniciativa Popular 4.850/16, denominada 10 medidas contra corrupção, que propõe criar as medidas mais rígidas contra a corrupção. O projeto de lei original foi substancialmente modificado por meio de emendas parlamentares que suprimiram o texto original, dando lugar a outras propostas que distorceram o objetivo do projeto. 



Evandro Roman (PSD)

Embora tenha feito carreira política no Paraná, Roman nasceu no Rio Grande do Sul. É professor de Educação Física e foi árbitro de futebol. Foi secretário de esportes do Paraná e está em seu primeiro mandato como deputado federal. Foi acusado de apadrinhar uma instituição quando secretário de Esportes do Paraná. E recebeu do presidente Michel Temer verbas em emendas parlamentares que ultrapassam R$ 3,6 milhões.


Giacobo (PR)

No quarto mandato de deputado federal, Giacobo está concluindo o curso de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos.Preside o PR do Paraná e é o primeiro secretário da Mesa Diretora da Câmara Federal. Em 2004, ele recebeu R$ 134 mil em 12 vitórias em prêmios diversos da Caixa num período de apenas 14 dias, em junho de 1997. Segundo ele, foi Deus quem olhou para ele e o ajudou.

Giacobo responde por quatro ações no STF (Superior Tribunal Federal). Numa delas, é acusado de sequestro e cárcere privado. O caso foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná, e teria ocorrido em julho de 2000. Trata-se da ação penal 360. O deputado também é acusado, na ação penal 345, de montar um esquema de sonegação de impostos com base em empresas fantasmas que beneficiaria sua concessionária.


Hermes Parcianello (PMDB)

Conhecido popularmente como Frangão, Parcianello está em seu sexto mandato de deputado federal. É contabilista de formação e integra a Bancada Ruralista. Recebeu doações de campanha de empresas envolvidas na Operação Carne Fraca, da Polícia Federal.Também é acusado de crime eleitoral pelo Supremo Tribunal Federal, ao divulgar nomes e números das candidaturas em placas, faixas, telões e carros de som durante a realização de um rodeio.


João Arruda (PMDB)

Formado em Ciência do Esporte, está em seu segundo mandato como deputado federal. É sobrinho do senador Roberto Requião e foi o autor do projeto conhecido como Lei Maria da Penha virtual, em defesa das mulheres vítimas do chamado "revenge porn, o "pornô de vingança". Em 2003, João Arruda foi condenado pela 2ª Vara de Delitos de Trânsito de Curitiba a três anos e nove meses de detenção pela morte de duas pessoas no trânsito de Curitiba, em outubro de 2001. Houve também o acréscimo de mais seis meses por ele ter fugido do local sem prestar socorro às vítimas. [2]


Luciano Ducci (PSB)

Esteve ausente na votação que salvou a pele do Michel Temer. Médico pediatra e ex-prefeito de Curitiba, Ducci está em seu primeiro mandato. O parlamentar foi condenado pela Justiça a ressarcir a Prefeitura de Curitiba em cerca de R$ 80 mil. A decisão do juiz Rodrigo Otávio Rodrigues Gomes do Amaral é referente ao uso de telemarketing oficial e do site da Prefeitura em benefício eleitoral pessoal de Ducci. Outra condenação, dessa vez de devolver R$ 706 mil ao erário da cidade por gastos com propaganda considerada irregular, relativo a campanhas na TV


Luiz Carlos Hauly (PSDB)


Economista de formação, Hauly está no sétimo mandato como deputado federal. Começou a carreira política no MDB, partido de oposição ao Regime Militar, ainda na década de 1970. Relator da comissão especial criada na Câmara para elaborar o projeto de reforma tributária, Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) propôs a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para financiar a Previdência Social. Integra as bancadas Evangélica e Ruralista


Com informações de Jornal O Globo (RJ), Correio Braziliense (DF), STF, Portal G1, Congresso em Foco, Folha SP, Bem Paraná, Portal UOL, Senalba (MG), Gazeta on Line, Poder 360º (DF) e Folha Centro Sul

Nenhum comentário:

Postar um comentário