domingo, 6 de agosto de 2017

Quem disse NÃO ao Brasil? [14] #Pará


Beto Salame (PP)

Nota: Irmão do prefeito de Marabá, José Salame Neto, Beto Salame surpreendeu o meio político do Pará ao conquistar quase 100 mil votos sendo um ilustre desconhecido. Na sua campanha investiu mais de R$ 1,3 milhão, sendo o campeão de gastos na campanha das eleições de 2014 e a maior parte dos recursos vieram de empresas. Salame é advogado e está no seu primeiro mandato parlamentar. Votou contra o impeachment da Dilma em 2016. É integrante da Bancada Evangélica na Câmara.




Delegado Eder Mauro (PSD)

Nota: Integrante da bancada da bala, é delegado da Polícia Civil paraense e está no seu primeiro mandato de deputado federal, eleito com 265 mil votos. Concorreu à prefeitura de Belém e ficou na terceira colocação, com cerca de 128 mil votos. O parlamentar tem um projeto que permite que profissionais de segurança pública e do judiciário, ativos e inativos, tenham direito pleno ao porte de arma.

Mauro responde, desde 2009, pelo crime de tortura, conforme o Processo nº 0017859-70.2009.8.14.0401, que tramitava na Justiça Estadual, e que após sua eleição como deputado migrou para o Supremo Tribunal Federal (STF), atrasando o julgamento.[1][3]. A Segunda Turma o absolveu por falta de provas[1].O delegado responde também outro processo no comitê de ética por editar e divulgar um vídeo adulterado onde tentou denegrir a imagem do deputado federal Jean Wyllys, distorcendo a fala do deputado numa sessão de CPI da câmara.[6]

Não é a primeira pendência do mesmo junto ao STF. Mauro também é investigado por suspeita de extorsão em outro caso e é réu num processo por ameaça.[4] O delegado e mais cinco policiais a ele subordinados são acusados de torturar, ameaçar e extorquir uma senhora, a pedido do então prefeito de Santa Izabel do Pará, Mario Kato (PMDB). Sob mira de fogo, a mulher e dois filhos receberam ameaça de morte, ao que a promotoria chamou de "trama abjeta" orquestrada pelo deputado-delegado e o prefeito[5].

 Elcione Barbalho

Nota: Ex-esposa do político Jader Barbalho; embora separada dele, mantém o sobrenome e participações nas empresas da família. É mãe do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho. É a presidente de honra do PMDB Mulher. É filiada ao partido desde 1981.


Ela está entre os parlamentares que devem à União R$ 3 bilhões em tributos inscritos na dívida ativa e que tentam se beneficiar com o perdão dos débitos em uma negociação para alterar a medida provisória que instituiu o PRT (Programa de Regularização Tributária), uma nova regra de parcelamento com a Receita Federal. Sua dívida seria de R$ 68,2 milhões.



Francisco Chapadinha (Pode, antigo PTN)

Nota: Empresário do ramo de calçados, o parlamentar é o único representante da região de Santarém. Eleito com pouco mais de 63 mil votos, Francisco Aguiar tem 58 anos, e nasceu no município de Batalha no sertão do Piauí. Chapadinha é acusado de alugar um imóvel do próprio genro e pagar quatro vezes mais o valor do imóvel.



Hélio Leite (DEM)

Nota: Está em seu segundo mandato. Profissionalmente é corretor de imóveis. Antes da Câmara Federal, Leite foi vereador, secretário de estado e prefeito de sua cidade natal, Castanhal (PA). Tem acusações de improbidade administrativa conforme ação civil do TRF1 - Vara de Castanhal - Ação civil de improbidade administrativa nº 0004887-33.2013.4.01.3904 - É réu em ação civil pública de improbidade administrativa com dano ao erário movida pelo Ministério Público Federal.


José Priante (PMDB)


Nota: Está em seu quarto mandato como deputado federal. Começou a vida pública no movimento estudantil e foi vereador de Belém e deputado estadual pelo Pará. Primo de Jáder Barbalho, Priante integra a bancada da bala. No início dos anos 2000, foi acusado de comandar, em nome de Jader Barbalho, um esquema de coleta de propinas de empresários com projetos na Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia)


Josué Bengston (PTB)

Nota: Reverendo da Igreja do Evangelho Quadrangular, Bengston é empresário e proprietário rural. Presidiu a Associação Comercial e Industrial (1986-1989) e a Câmara de Dirigentes Lojistas do município tocantinense de Gurupi (1989-1992), o Sindicato de Beneficiadores de Arroz de Tocantins (1991-1994), o sistema Fecomércio, Sesc e Senac em Tocantins (1993-2006) e o conselho deliberativo do Sebrae. Casado com a ex-vice-prefeita de Palmas - TO, Edna Agnolin.

Josué Bengtson foi condenado a 5 anos e 6 meses de reclusão por corrupção passiva, mas teve a extinção da pena aplicada ao seu caso, em virtude do pastor ter mais de 70 anos de idade, fato que trouxe a incidência da prescrição. o deputado responde a ações na Justiça Federal do Pará e do Mato Grosso, sendo que naquele estado é por formação de quadrilha quanto aos desvios na saúde.


Júlia Marinho (PSC)

Nota: Pedagoga e administradora, preside o PSC Mulher em Belém, é esposa de Zequinha Marinho, eleito vice-governador do Pará na chapa de Simão Jatene em 2014, mesmo ano que Júlia Marinho foi eleita deputada federal.[2][3]

Ela apresentou um projeto de lei com o intuito de alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de maneira que seja proibida a adoção de crianças por casais homoafetivos. O projeto de lei pretende incluir mais um parágrafo, dentro do artigo 42 do ECA. Esse dispositivo estabelece regras para a adoção de crianças no Brasil. A parlamentar quer incluir mais uma condicionante para as adoções: “É vedada a adoção conjunta por casal homoafetivo”, aponta o projeto.

Antes de eleger-se para a Câmara dos Deputados pelo PSC, em 2014, Júlia Marinho Godinho da Cruz Marinho esteve no epicentro de um rumoroso escândalo político, quando seu marido, Zequinha Marinho, atual vice-governador do Pará, era deputado federal pelo mesmo PSC. Ela é suspeita de ter sido funcionária fantasma da prefeitura de Ourilândia do Norte.



Lúcio Vale (PR)

Nota: Apesar de ter feito sua carreira política no Pará, o parlamentar é mineiro, da cidade de Manhuaçu, na Zona da Mata Mineira. Antes de chegar à Câmara dos Deputados, Lúcio Vale foi diretor-geral da Secretaria Municipal de Saúde de Belém e diretor-geral da Secretaria Municipal de Administração, também na capital paraense. Está em seu terceiro mandato. O deputado integra a lista dos 212 parlamentares para os quais o Ministério Público pede investigação para apurar a participação deles na chamada farra das passagens – o uso de verba aérea da Câmara para fins particulares.



Nilson Pinto (PSDB)

Nota: Está no seu quinto mandato consecutivo como deputado federal pelo Pará. Atualmente é vice-líder da bancada do PSDB na Câmara dos Deputados. É professor da Universidade Federal do Pará, da qual foi reitor no período de 1989 a 1993. Antes de integrar o tucanato, foi membro do Partido dos Trabalhadores.

Pinto é um dos acusados de alugarem aeronaves para se deslocar por diversas cidades de seus estados e, assim, turbinar a campanha eleitoral de candidatos aliados nas eleições municipais de 2016. Os recursos públicos também serviram para bancar hospedagens em hotéis durante os compromissos de campanha. Essas despesas somaram R$ 288 mil.


Simone Morgado (PMDB)

Nota: Economista, está em seu primeiro mandato de deputada federal. Antes da Câmara, foi vereadora e deputada estadual. Foi casada com Jader Barbalho e votou contra o impeachment de Dilma Rousseff em 2016. Ela é ré em ação civil pública por atos de improbidade administrativa com enriquecimento ilícito ajuizada pelo Ministério Público Estadual. A parlamentar é acusada de contratar funcionária para cargo comissionado e atestar sua frequência para meses em que esteve ausente, embora continuasse a ser remunerada.



Wladimir Costa (SD)

Nota: Está no quarto mandato de deputado federal. É radialista, cantor de brega e é conhecido pelo modo populista de agir. Suas festas de aniversário atraem milhares de pessoas, pois o parlamentar contrata shows de artistas locais e nacionais e tudo o que é consumido fica de graça pro convidado.

Sua atuação como parlamentar é marcado pela excentricidade e trejeitos como o projeto do dia do professor de dança, assim como por não ser assíduo, por ter faltado a 70% das 174 sessões deliberativas do início de 2015 até a metade de 2016. 

A maioria das faltas foi justificada como licença médica para tratar de problemas em sua coluna, enquanto outras 24 não tiveram justificativas.[2]Tal artifício é pouco questionado na Câmara Federal, o que permitiu ao mesmo ser um dos políticos paraenses que mais faltou. 

Ficou marcado pelas cenas cômicas durante sessões decisivas na Câmara. Durante um discurso sobre o reajuste do salário minimo, de posse de um saco contendo 1 kg de farinha de mandioca, derramou-a em plena tribuna.

Durante o Processo de cassação de Eduardo Cunha, fez parte da chamada "tropa de choque" de Cunha defendendo-o no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados do Brasil.[3] Em 14 de junho de 2016, mudou seu voto assim que a derrota de Cunha se tornou irreversível com o voto da deputada federal Tia Eron, do PRB da Bahia.[4]

Em 8 de julho de 2016, teve seu mandato cassado pelo TRE do Pará por suspeita do uso de caixa dois na sua eleição à Câmara e por não ter prestado conta de gastos de campanha que somam R$ 410 mil.[5] Como a decisão é em primeira instância, Costa ainda poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso a sentença se confirme, o deputado ficará inelegível por oito anos.[6]

Tendo uma atuação extremamente tímida no Congresso Nacional, com projetos relacionados a serviços de radiodifusão sonora em frequência modulada[1], o deputado teve destaque na mídia em 2017 por tatuar o nome do presidente Michel Temer (PMDB) em seu ombro [2] e por pedir fotos íntimas a uma mulher desconhecida, por whatsapp, durante a votação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a respeito da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB). 

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o deputado Wladimir Costa (SD-PA) seja condenado pelo crime de peculato por ter ficado com o dinheiro recebido como salário por servidores de seu gabinete que seriam “funcionários fantasmas”.

Com informações do Blog Saga News (PA), Atlas Político, GGN, Revista IstoÉ, Wikipedia, Portal Pará News, Blog do Norton Suassuna (PA), Blog do Barata (PA), Políticos.Org, Correio Braziliense (DF), Jornal O Globo (Rio) e Blog do Meltran Serra (PA)

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