quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Quem disse NÃO ao Brasil [10] #Goiás


Alexandre Baldy (PTN, atual PODE)

Nota: Está em seu primeiro mandato eletivo. Entre 2011 a 2013, foi secretário de Indústria e Comércio de Goiás, nomeado pelo governador Marconi Perillo.[2]

A juíza Suelenita Soares Correia, da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual, decretou a indisponibilidade dos bens do deputado federal Alexandre Baldy (PSDB-GO), da Usina Panorama S/A e de outros citados em ação civil pública por ato de improbidade administrativa. A Usina Panorama é uma destilaria de álcool e fabrica açúcar em Itumbiara, e conta com incentivo fiscal através do programa Produzir. Em inquérito civil público, a promotora descobriu que a empresa requereu um privilégio de deixar de gerar 500 empregos e em contrapartida propunha veicular propaganda do programa Produzir nas embalagens de açúcar que produz.


Célio Silveira (PSDB)


Nota: É médico e já foi prefeito de Luziânia, sua cidade natal. Está em seu primeiro mandato e integra bancadas como a evangélica, a antiabortista e a ruralista.

É alvo de inquérito por crimes de responsabilidade e crimes licitatórios referentes a supostas irregularidades cometidas pelo parlamentar enquanto prefeito de Luziânia (GO) entre 2009 a 2011.

É alvo de inquérito por crime de peculato mediante erro de outrem. De acordo com a acusação, Silveira foi conivente com o pagamento indevido de remuneração a uma pessoa, na condição de presidente da Assembleia Legislativa de Goiás.


Daniel Vilela (PMDB)

Filho de Maguito Vilela, ex-governador de Goiás e prefeito de Aparecida de Goiânia. Está no seu primeiro mandato de deputado federal, após um mandato na Câmara Municipal de Goiânia e outro mandato na Assembleia Legislativa de Goiás.

Daniel Vilela é o proponente do projeto de lei 3453/2015 que pretende tornar a prestação do serviço de internet fixa por autorização e não mais por concessão, para estimular a concorrência e investimentos no setor, igual acontece na telefonia móvel.[1] Também é o autor do projeto de lei que previa proibição para que policiais portassem armas de fogo em bares, restaurantes e boates, porém não chegou a apresentá-lo.

Ele também foi autor do projeto de lei que prevê a adoção de home office no setor público para permitir que servidores públicos que não atuam com atendimento ao público e cuja produtividade possa ser mensurada, tenham a oportunidade de trabalhar em casa alguns dias da semana dentro de um programa de home office. O benefício teria de ser atrelado a ganhos de produtividade, como ocorre em alguns órgãos do Judiciário.

Daniel Vilela esteve envolvido na operação Miqueias e apareceu em uma gravação da Polícia Federal em que ele e outros próceres, incluindo um ex-presidente do PMDB, aparecem almoçando com Luciane Hoepersque, presa e condenada pelo ‘Escândalo das Pastinhas. O MPF, no entanto, não encontrou nenhuma ligação com a acusada, além do almoço com outros parlamentares, e deputado não figurou como réu na ação. [2]

Vilela é suspeito de receber repasse não contabilizado de R$ 1 milhão para financiar sua campanha para deputado federal em 2014, segundo inquérito autorizado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Quantia foi requisitada pelo seu pai Luiz Alberto Maguito Vilela, então prefeito de Aparecida de Goiás (GO), para manter contratos com o Grupo Odebrecht em obras de saneamento básico da cidade.



Delegado Waldir (PR)


Nota: Delegado da Polícia Civil de Goiás, está em seu segundo mandato e não participou da votação de ontem. Fez denúncias contra a compra de votos no congresso e teve seu nome retirado da comissão de justiça. Waldir é réu numa ação civil pública por improbidade administrativa. Segundo ele, a ação se refere a sua atuação como delegado-adjunto da Delegacia de Roubos em Goiânia. A perícia num carro roubado e adulterado demorou 4 horas para ser feita porque, segundo Waldir, havia só um perito na delegacia.


Giuseppe Vecci (PSDB)

Nota: Está em seu primeiro mandato, é economista, empresário e professor. Giuseppe Vecci foi condenado por improbidade administrativa. O juiz Fernando Ribeiro de Oliveira, da 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Goiânia, julgou procedente a acusação do Ministério Público de que Vecci teria dispensado licitação para contratação de serviços de capacitação para servidores estaduais no Instituto Cambury, no qual ele e sua mulher eram os únicos sócios-proprietários.

Vecci caiu na interceptação telefônica da Operação Decantação insistindo junto à cúpula da companhia de Saneamento de Goiás (Saneago) para providenciar pagamento à JC Gontijo Engenharia por um contrato com a estatal do governo Marconi Perillo. A sentença que condenou o ex-secretário estadual e atual deputado federal Giuseppe Vecci (PSDB) pela prática de ato de improbidade administrativa foi reestabelecida em maio deste ano.



Heuler Cruvinel (PSD)

Nota: Agrônomo de formação, Cruvinel começou na vida pública como secretário de governo e habitação da cidade de Rio Verde (GO). Está em seu segundo mandato. Recentemente, Heuler afirmou que "as empresas financiaram porque acreditaram em nossa campanha". O empenho justifica, para Cruvinel, o investimento de 1,3 milhão do próprio bolso. O Ministério Público Federal recomendou a cassação de vários deputados, inclusive Cruvinel


João Campos (PRB)

Nota: Pastor da Assembleia de Deus, preside a Bancada Evangélica. Criou a proposta de emenda constitucional, que prevê a inclusão de entidades religiosas de âmbito nacional na lista de instituições que podem propor ação direta de inconstitucionalidade ou ação declaratória de constitucionalidade ao Supremo Tribunal Federal. João Campos é acusado por uma ex-funcionária de ficar com parte dos salários dela entre 2004 e 2008.

Também é o autor da emenda constitucional que pretende efetivar sem concurso milhares de pessoas indicadas para responder por cartórios por meio de compadrios. Campos também criou o Projeto de Decreto Legislativo que tira a restrição de psicólogos a debates e tratamentos relacionados à homossexualidade. 

Gerou grande polêmica e foi comumente chamado de "cura gay"'.Susta a aplicação do parágrafo único do Art. 3º e o Art. 4º, da Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 1/99 de 23 de Março de 1999, que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual.[4] Atualmente, o código do CFP não permite que os psicólogos ofereçam ajuda nesses casos, apenas em situações inversas.



Jovair Arantes (PTB)

Nota: Dentista e dirigente do Atlético Goianiense (lanterna do Campeonato Brasileiro da Série A), Arantes está no sexto mandato de deputado federal. Alvo de ação civil pública por improbidade administrativa na Justiça Federal. Teve duas contas de campanha reprovadas pelo TRE-GO e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foi relator no processo de impeachment de Dilma Rousseff .

O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) condenou o deputado Jovair Arantes (PTB-GO) ao pagamento de multa de R$ 25 mil pelo uso dos serviços de funcionário público em seu comitê de campanha eleitoral de 2014 durante o horário normal de expediente. Jovair Arantes foi o relator do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara. O deputado deu parecer favorável ao afastamento da petista.


Lucas Vergílio (SD)

Nota: Corretor de seguros, está no primeiro mandato e é filho do ex-deputado Armando Vergílio. Conforme dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lucas Vergílio recebeu mais de R$ 1,5 milhão de seguradoras e afins durante a campanha do ano passado. Integrante da tropa de choque de Eduardo Cunha.


Magda Mofatto (PR)

Nota: Está em seu primeiro mandato como deputada federal. Magda é a deputada mais rica desta legislatura com um patrimônio declarado de R$21 milhões. Proprietária de clubes e hotéis na região de Caldas Novas (GO), uma das principais estâncias de águas termais do país, ela também atua nos setores da mineração e da agropecuária. Em seu segundo mandato federal, Magda aluga um sobrado em um dos bairros mais nobres de Goiânia para receber seus eleitores. A conta do imóvel, porém, ela repassa para a Câmara.. Ela também foi condenada por ato de improbidade administrativa pela nomeação de uma diretora para a Escola Municipal Orozina Martins ocorrida em 2006, enquanto ainda era chefe de Executivo do município.


Pedro Chaves (PMDB)

Nota: Está no quinto mandato de deputado federal. Ele foi a primeira testemunha de defesa do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) a depor em uma das ações penais que correm contra ele no Supremo Tribunal Federal. O depoimento, em uma sala de audiências no STF nesta terça (30), durou de 10 a 15 minutos. 

Uma denúncia anônima relata a suposta ocorrência de ilícitos administrativos e penais feitos por integrantes da Casa de Saúde do Índio, em Goiânia. O processo foi enviado ao STF após matéria jornalística afirmar que Pedro Chaves foi um dos responsáveis por indicar Ruy Gomide para a chefia da Fundação Nacional de Saúde Indígena (Funasa) visando a obtenção de dinheiro ilícito. Mas o processo foi arquivado.

Roberto Balestra (PP)

Nota: Começou sua carreira política na Arena, partido político que apoiava o Regime Militar. Está em seu oitavo mandato de deputado federal.Em 2011 foi investigado por danos ao erário na justiça de Goiás[3]. Em 2014 foi eleito, novamente, para Deputado Federal pelo Partido Progressista, com 85.534 votos.[4] Teve seu nome envolvido na lista enviada pelo Procurador Geral da República ao Supremo Tribunal Federal no esquema de corrupção na Petrobras, investigado pela Operação Lava Jato.[5] Investigado pelo inquérito 3.989, o maior da Lava-Jato em curso no STF. O processo diz respeito à crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e formação de quadrilha.[6]



Thiago Peixoto (PSD)

Nota: Está em seu segundo mandato e gosta de mostrar uma imagem de gestor. No entanto, é acusado de crimes contra a fé pública eleitoral e falsidade ideológica. Ele também teve contas rejeitadas nas eleições de 2006.

Com informações da Wikipedia, Atlas Político, Portal G1, Revista Época, Jornal O Globo, Jornal Opção, Estadão (SP), E-Mais Goiás, O Popular (GO), Goiás 24h, Correio Braziliense (DF), Congresso em Foco, FolhaAZ (GO) e Senalba (MG)


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