terça-feira, 18 de julho de 2017

Solidariedade na doação de órgãos

O Hospital Miguel Arraes (HMA), em Paulista, comemorou o balanço divulgado pela Central de Transplantes de Pernambuco, que apontou um aumento de 28% no número de transplantes de córnea no estado, colocando a unidade em quarto lugar entre as principais unidades captadoras. O HMA realizou, no primeiro semestre, 34 captações de córneas, colaborando para a realização dos 516 transplantes realizados nos seis primeiros meses do ano.

O crescimento, entretanto, só foi possível graças ao trabalho incansável da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes – CIHDOTT, responsável pela busca de potenciais doadores dentre os mortos na unidade de saúde. Cinco técnicos de enfermagem coordenados pela enfermeira Enirlei Penalva trabalham dia e noite nessa procura. São realizadas rondas, de três em três horas, nos chamados setores neurocríticos, onde há o acompanhamento dos prontuários dos pacientes e a evolução do quadro clínico.

Para a coordenadora Enirlei Penalva, o HMA consegue ter um número expressivo de doações de órgãos graças ao envolvimento de todos os setores do hospital. “Nós somos a ponte para que o paciente seja um futuro doador e salve uma vida. E para que isso aconteça, é muito importante o acolhimento inicial, na chegada do paciente ao hospital, de todos os envolvidos na assistência, desde o funcionário da emergência até o médico que vai assinar o óbito”, explica. Enirlei acrescenta que, dessa forma, é mais tranqüila a abordagem à família: “temos consciência que a doação de órgãos é um ato de solidariedade num momento de dor, e não uma barganha, uma troca. Por isso que todo o acompanhamento ao paciente é importante e faz toda a diferença no momento da captação”.

O Hospital Miguel Arraes registra uma média de 80 a 90 óbitos por mês. Porém, a grande maioria está fora da faixa etária para doação de órgãos (entre 5 e 75 anos) ou apresenta uma contra-indicação médica (portadores de doenças como sepse, HIV, tuberculose, arboviroses ou leptospirose). São justamente os pacientes viáveis a finalidade do esforço diário e constante da CIHDOTT para salvar vidas. 

Com informações da jornalista Iana Gouveia

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