sábado, 15 de julho de 2017

Arboviroses ainda preocupam: especialista orienta sobre doenças

Quase 100 municípios pernambucanos estão em situação de risco para as arboviroses, mesmo o estado tendo apresentado uma queda nas notificações de até 96% em relação ao ano passado. Os dados, divulgados recentemente, alertam para precauções importantes que devem continuar sendo tomadas, principalmente no tocante ao descarte irregular do lixo e o acúmulo de água, que contribuem para a proliferação do número de criadouros.

Dengue, zika e chikungunya são transmitidas pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes Aegypti. Embora apresentem sinais clinicamente parecidos, como febre, dores de cabeça, dores nas articulações, enjoo e manchas vermelhas pelo corpo, há alguns sintomas marcantes que diferem as enfermidades.

De acordo com o coordenador de Clínica Médica do Hospital Miguel Arraes (HMA), Fábio Queiroga, o que muda é a intensidade de cada sintoma. A dor de cabeça costuma ser mais intensa na dengue, enquanto a dor nas articulações, causando até inchaço, é mais acentuada na febre chikungunya. Já o zika vírus raramente apresenta febre ou outros sintomas mais característicos. “O zika pode ter como sintoma um quadro de conjuntivite sem secreção, ou seja, os olhos ficam inchados e vermelhos. A principal complicação do zika, na verdade, está relacionada ao aparecimento da microcefalia e de outras complicações neurológicas no feto, quando o vírus contamina a gestante”, adverte dr. Fábio.

Não existem tratamentos específicos contra essas arboviroses, devendo o médico indicar medicamentos para tratar os sintomas, evitando, porém, aqueles à base de ácido acetilsalicílico (aspirina) ou que contenham substância associadas. A melhor forma, entretanto, de evitar o mosquitoAedes Aegypti é evitando a concentração de lixo e o acúmulo de água parada em lajes, calhas, pneus velhos e garrafas descartadas.

Com informações da jornalista Iana Gouveia

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