quinta-feira, 8 de junho de 2017

HMA lança projeto voltado para vítimas do trânsito

“Ainda estou em choque, nervosa. Vou dar fim a minha moto, pois posso passar por isso também”. Foi assim que reagiu a jovem Luana Félix, de 20 anos, ao visitar a amiga Pamela Queiroz de Araújo, também de 20 anos, internada no Hospital Miguel Arraes (HMA) desde o dia 16 de maio, após um acidente de moto na PE-22, em Maranguape II, Paulista. Pamela fraturou a tíbia e a fíbula, já passou por quatro cirurgias e agora está com um fixador externo na perna direita. O acidente aconteceu depois que a jovem tomou alguns copos de vinho e resolveu dirigir. Já é o segundo acidente que a estudante se envolve.

Para que parentes e amigos de acidentados no trânsito, a exemplo de Luana, sintam o impacto do sofrimento de pacientes como Pamela, que o Hospital Miguel Arraes lançou nessa quarta-feira, 07, o Projeto Direção Humanizada e Amigo Protegido. O objetivo é fazer que com eles vivenciem as fases de internação, como as dores, dúvidas e o distanciamento da família as quais essas vítimas do trânsito são submetidas, e, assim, integrem uma rede multiplicadora de informações para que novas ocorrências não sejam registradas. Para a psicóloga Shirley Lucena, idealizadora do projeto, nos casos de acidentes de trânsito, tanto o paciente quanto a família e os amigos sofrem, e acabam se chocando com a gravidade dos ferimentos. “Nossa intenção com o projeto é fazer com que as pessoas também sintam essa dor e levem isso para suas comunidades, repassando noções de direção humanizada e segurança no trânsito”, explicou.

Nesse primeiro momento, representantes da Polícia Rodoviária Federal, do Corpo de Bombeiros e do SAMU foram convidados para realizar palestras, explicando a atuação de cada órgão. Amigos e parentes de pacientes acidentados no trânsito, além de alunos da Escola Professor José Brasileiro Vila Nova, do Janga, participaram do lançamento, no auditório do HMA. Os palestrantes elogiaram o ineditismo do projeto, destacando a parceria entre a unidade de saúde e os socorristas. De janeiro deste ano até o dia do lançamento do projeto, 716 pessoas foram atendidas no Hospital Miguel Arraes, vítimas de acidentes de trânsito. A motocicleta continua sendo o meio de locomoção com maior registro: foram 513, ou 71,6% do total.​


Com informações da jornalista Iana Gouveia

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