quinta-feira, 4 de maio de 2017

#SomosTodosMatheus

O Hospital de Urgência de Goiânia (Hugo), informou que o estudante Mateus Ferreira da Silva, de 33 anos, está consciente e em situação estável, porém seu estado de saúde ainda é grave. Mateus, permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) respirando com a ajuda de aparelhos. Ele foi transferido para a UTI 2, local com sistema mais humanizado, onde está sendo acompanhado por familiares.

De acordo com a nota, o jovem está sobre os efeitos de sedação leve, com a pressão normal e consciente. Mateus também apresenta pneumonia, diagnosticada na noite desta quarta-feira (3), após exames de tomografia do tórax. Até o momento, o jovem foi submetido a uma cirurgia facial, quando deu entrada no hospital. Até o momento, não há previsões para novos procedimentos cirúrgicos.

O caso - Em uma manifestação, greve geral, na última sexta-feira (28) convocada por segmentos sindicais contra as Reformas Trabalhistas e da Previdência, no Centro de Goiânia, o jovem Matheus Ferreira da Silva, de 33 anos, ficou gravemente ferido após ser atingido por um policial com um cassetete.

Um grupo de manifestantes entraram em confronto com policiais militares e nessa hora Mateus foi atingido. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) foi acionado e socorreu a vítima.

A vítima foi encaminhada para o Hospital de Urgência de Goiânia (Hugo) em estado grave. O jovem sofreu um traumatismo cranioencefálico (TCE) e múltiplas faturas. 

Afastamento - Polícia Militar de Goiás afastou das ruas o capitão Augusto Sampaio, subcomandante da 37ª Companhia Independente da Polícia Militar. Ele agrediu, com um cassete, o estudante Mateus Ferreira da Silva, de 33 anos, durante um protesto na greve geral na última sexta-feira (28), em Goiânia.

De acordo com o comandante geral da Polícia Militar de Goiás, coronel Divino Alves de Oliveira, o capitão foi afastado devido a um inquérito que apura o caso, mas segue trabalhando administrativamente. A investigação tem um prazo de 30 dias para ser concluída.

Segunda formação - O estudante de ciências sociais Mateus Ferreira da Silva, de 33 anos, já havia se formado em ciências da computação e trabalhava desde os 14 anos. 

De acordo com a família, Mateus se mudou de São Paulo para a capital goiana no início de 2016. No começo, trabalhava de dia e estudava à noite na Universidade Federal de Goiás (UFG). Depois, ao passar no exame para ser monitor de ciências políticas, ele passou a se dedicar exclusivamente ao estudo.

Vakinha - Amigos estão fazendo uma campanha para arrecadar doações em dinheiro para os familiares dele se manterem em Goiânia. A mãe e um irmão moram em Barueri e o pai, em Osasco, ambos municípios da Grande São Paulo, e a irmã em Nova Friburgo (RJ). 

O objetivo é tentar fornecer toda a ajuda que o Mateus e a família precisarem durante o processo de recuperação. “A mãe e o irmão dele já estão aqui. Conseguimos as passagens de avião para a irmã dele, que mora no Rio de Janeiro e para o pai, que está em São Paulo. Mas eles ainda vão precisar de dinheiro para alimentação, hospedagem, para se manterem em Goiânia durante todo esse período de recuperação, que não sabemos quanto tempo vai levar”, disse a amiga de Mateus, Mariana Falone.

Com informações do Diario de Goiás, do Huffinigton Post Brasil e do Portal G1

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