segunda-feira, 22 de maio de 2017

Geraldo Julio e Paulo Câmara reagem indignados a acusações em delações

Depois de serem citados em uma denúncia de recebimento de propina em nome do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o governador do estado, Paulo Câmara, e o prefeito do Recife, Geraldo Julio, alegaram que as informações ditas pelo diretor da holding J&F, empresa controladora do frigorífico JBS, Ricardo Saud, durante delação no dia 5 de maio, são inverídicas, “absurdas e inaceitáveis”. As declarações dos chefes dos Executivos estadual e municipal foram dadas nesta segunda-feira (22), no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco, durante o anúncio de retomada das obras do Centro Esportivo Santos Dumont.

Paulo Câmara afirmou estar indignado com as acusações, mas afirma ter convicção do tom inverídico das denúncias. "Tenho certeza de que os fatos que estão sendo denunciados não vão prosperar. Sou um servidor público, vivo do meu salário e só tenho dois patrimônios. A minha família e o meu nome", salientou.

O governador confirmou os encontros com executivos da JBS, mas negou a negociação de doações ilegais à campanha de Campos. “Tive um encontro com diretores da JBS e solicitei apoio à campanha, mas não veio. Isso fazia parte da forma de arrecadar recursos, era permitido por lei e foi feito por todos os candidatos. Nem a minha campanha ao governo de Pernambuco nem o PSB estadual receberam nenhum centavo desta empresa [JBS]. As doações foram feitas ao PSB nacional e está tudo registrado", frisou.

Segundo Geraldo Julio, não houve qualquer esquema de pagamento de propina com a JBS. "Essa é uma acusação absurda, inaceitável, desmentida no próprio depoimento, quando o acusador diz que não houve troca de favores. Se não há troca de favores, não há propina", ressaltou o prefeito do Recife.

Entenda o caso

Em delação feita por Ricardo Saud na Procuradoria Geral da República, em Brasília, Paulo Câmara e Geraldo Julio foram acusados de negociar doações financeiras para a campanha à presidência de Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo em 2014.

Na época, a JBS havia prometido o repasse de R$ 15 milhões. Com a morte de Campos, Saud afirmou ter sido procurado por Paulo Câmara e Geraldo Julio para que ele ajudasse a ganhar as eleições, como uma forma de homenagear o ex-governador de Pernambuco.

Com informações do Portal G1

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