quinta-feira, 18 de maio de 2017

Editorial: Primeiramente, #ForaTemer; Segundamente, #DiretasJá


A foto acima mostra as mobilizações em São Paulo, que estouraram assim que foi noticiado o envolvimento de Michel Temer com a "compra do silêncio" do ex-deputado Eduardo Cunha, que está preso em Curitiba. A situação tornou-se insustentável para quem há um ano, tomou posse como chefe do Poder Executivo após um processo de Impeachment de Dilma Rousseff, acusada de promover pedaladas fiscais. No entanto, tão logo Temer tomou posse, as pedaladas deixaram de ser crime. Com uma pauta que envolve retrocessos em praticamente todas as áreas de interesse da população brasileira, a popularidade já patinava para menos de 10% e uma enquete promovida por seu partido, o PMDB mostrou que 97% da população é contra as reformas.

Agora já deu. A vida brasileira nas mãos de quem não deveria estar.

E não. Quem votou em Dilma Rousseff não votou em Michel Temer. Não se vota para Vice-Presidente da República desde 1960, quando o Brasil elegera Jânio Quadros e João Goulart (a dobradinha Jan-Jan). Inclusive ambos eram de chapas diferentes, diga-se de passagem. Jânio renunciara em 1961 e Jango foi deposto em 1964. O resto é história.

O Brasil passou por vários ciclos políticos e em 500 anos de história, apenas 49 deles foram democráticos (1945-1964 e 1985-2016). Por isso, mais do que nunca, este blog (e sua jornalista responsável), cuja ideologia principal é de levar informação e conhecimento aos seus leitores, a partir de agora, vai passar a defender abertamente as eleições diretas imediatas. Afinal de contas, quando proferi o juramento de jornalista, em 2000, jurei defender os valores democráticos.

No mais,

Primeiramente, #ForaTemer
Segundamente, #DiretasJá

Atenciosamente,

Taís Paranhos
Jornalista (DRT-PE 2867)

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