segunda-feira, 29 de maio de 2017

Chuvas em Pernambuco [2]


Em 20 horas, choveu o equivalente ao esperado para todo o mês de maio em municípios da Zona da Mata e do Agreste de Pernambuco, entre o sábado (27) e o domingo (28), segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac). Em Ribeirão, na Mata Sul, as precipitações deixaram um rastro de enchentes e deslizamentos, que obrigaram mais de mil famílias a deixar as casas onde moravam e se abrigar em cinco escolas da cidade, que abriram as portas para servir de morada de quem ficou sem teto. 

De acordo com a Defesa Civil de Ribeirão, esta foi a maior chuva registrada no município, desde 1982. Quase 300 milímetros de chuva foram registrados pela Apac. Um dos maiores distritos da cidade, Aripibu, a cerca de nove quilômetros do centro, fica localizado às margens do Rio Ribeirão, que corta quase toda a cidade.

O povoado foi um dos mais atingidos pela enchente, que destruiu a ponte que serve como único acesso terrestre ao município. Os moradores ficaram ilhados, já que os transportes foram interrompidos, e quem precisou sair do local precisou enfrentar a correnteza segurando numa corda improvisada.

Ao todo, há 112 famílias abrigadas nas cinco unidades de ensino do município. Carol Jordão, secretária de Educação do município, informou que as aulas foram suspensas em todas as escolas da cidade e os postos de saúde do local não tiveram condições de funcionar. "Em Aripibu, não tivemos condições de fazer qualquer análise, porque a ponte só permite a passagem a pé, ainda assim, ainda vai ser avaliada por ter risco de desmoronar", disse.

No município, o fornecimento de água foi suspenso até sexta-feira (2), porque, segundo a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), a chuva também inundou a estação de tratamento que atende à localidade. Em algumas regiões, o fornecimento de energia elétrica também havia sido danificado, mas voltou a funcionar nesta segunda-feira.

Calamidade


Com informações do Portal G1

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