sexta-feira, 19 de maio de 2017

Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e João Doria estão fora da sucessão de Temer

Todos os operadores da política ligados ao governo disseram ao Poder360 que ficou insustentável a permanência de Michel Temer (PMDB). Eventual queda do presidente levará a uma nova eleição, direta ou indireta. É questão de horas ou dias, no máximo, o desfecho.

Nomes em profusão têm aparecido. Porém, há 1 óbice importante: a lei complementar 64 determina que só pode concorrer quem estiver fora de cargos no Executivo, no Judiciário e no Ministério Público há, pelo menos, 6 meses. Por exemplo, nenhum ministro de Estado, prefeito, governador ou magistrado pode disputar a sucessão de Temer nesse momento.


UMA LEGIÃO FICA DE FORA

Não podem concorrer, por exemplo:

Cármen Lúcia, presidente do STF
Gilmar Mendes, presidente do TSE
João Doria, prefeito de São Paulo
Geraldo Alckmin, governador de São Paulo
Sérgio Moro, juiz da Lava Jato
Rodrigo Janot, procurador-geral da República
todos os ministros de Estado
todos os governadores
todos os prefeitos
todos os juízes
todos os integrantes do Ministério Público

QUEM ESTÁ DENTRO?

São elegíveis para a cadeira de Michel Temer deputados federais e senadores, por exemplo. Ou qualquer brasileiro com 35 anos de idade ou mais e que neste momento não esteja exercendo cargo eletivo em algum posto no Poder Executivo, no Ministério Público nem seja magistrado. Também é necessário estar filiado a 1 partido político há 6 meses. Estão nessa categoria, entre outros:


Lula, ex-presidente
Nelson Jobim, ex-ministro da Justiça
Marina Silva, ex-ministra e hoje líder da Rede
Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente
Jair Bolsonaro, deputado federal (PSC-RJ)
Rodrigo Maia, deputado (DEM-RJ) e presidente da Câmara
Eunício Oliveira, senador (PMDB-CE) e presidente do Senado
Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF, foi relator do mensalão
Luciano Huck, apresentador da Rede Globo (se tiver filiação partidária)
Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo
Ciro Gomes, ex-governador do Ceará

COMO SERÁ A ESCOLHA DO SUCESSOR

Aqui está uma simplificação, mas também 1 bom resumo: 1) se Michel Temer renunciar, haverá uma eleição indireta, no Congresso, em 30 dias; 2) se o TSE cassar a chapa Dilma-Temer, devem ser realizadas eleições gerais, diretas. O Poder360 detalhou esses cenários neste post.

PODER360 ANALISA

As forças que comandam o país junto com Michel Temer preferem uma eleição indireta. Entrarão em confronto com as ruas, que vão pressionar por uma escolha direta. É cedo para saber o desfecho. Depende de quem será apresentado como candidato do establishment e da força com que os movimentos de oposição mobilizarão os brasileiros nos próximos dias.
NÃO HÁ TEMPO PARA IMPEACHMENT

Apesar de os pedidos terem começado a chegar ao Congresso, o Poder360 avalia que 1 impeachment não será considerado como saída para a atual crise. Michel Temer sairá da cadeira 1) por renúncia ou 2) via cassação da chapa Dilma-Temer, no TSE.

Portal Poder 360º

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