quarta-feira, 19 de abril de 2017

Itep atua fortemente na oferta de serviços estratégicos na área de construção civil

Segurança e qualidade são palavras de ordem na construção de qualquer empreendimento. Sejam edifícios e casas para moradia ou aeroportos, estádios, pontes e estradas; riscos à população e ao meio ambiente devem ser previstos e eliminados. Mas, nem sempre é o que acontece na prática. Prédios racham, obras desabam, pistas cedem. Por isso, projetos para solucionar problemas como esses são necessários. Em Pernambuco, existe uma série de trabalhos realizados para resolver questões de instabilidade de construções prediais. O principal órgão à frente de atividades desse segmento é o Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep). “Temos um elevado potencial intelectual e técnico, com participações históricas em consultorias, fiscalizações e serviços estratégicos na área de construção civil em diferentes níveis”, ressalta Valdemir Almeida, gerente de Engenharia Sustentável no Itep.

Entre os serviços mais procurados está o controle tecnológico de qualidade do concreto e do solo nos canteiros de obra, que visa monitorar as construtoras em relação à qualidade dos materiais e dos serviços prestados. Aferição de equipamentos, realização de ensaios laboratoriais e de campo, vistorias técnicas em edifícios e avaliação de desempenho estrutural em elementos e sistemas construtivos são algumas atividades realizadas pelo Itep.

Com forte atuação na área de pesquisa, o instituto também realiza estudos na área de construção civil, incluindo a análise deestabilidade de taludes e encostas e do comportamento de maciços rochosos; além de elaborar pareceres técnicos. O Governo de Pernambuco, prefeituras municipais e órgãos como Compesa, Departamento de Estradas e Rodagens e Caixa Econômica Federal estão entre os clientes do instituto em busca de serviços como esses.

PRÉDIOS-CAIXÃO - Um dos trabalhos históricos desenvolvidos pelo Itep que obteve grande repercussão e reconhecimento nacional foi o estudo técnico para identificar o grau de risco potencial presente em prédios do tipo caixão na Região Metropolitana do Recife (RMR). O instituto desenvolveu uma metodologia inédita no país para classificar as construções de quatro pavimentos.

“Criamos o cálculo de risco, gerando um quadro de hierarquia de problemas nos prédios-caixão espalhados na RMR. Após o trabalho, a construção deste tipo de edificação de alvenaria resistente foi proibida, devido aos riscos de desabamento verificados. Mas, continuamos acompanhando a questão, pois há mais de 5 mil prédios como esses de pé no Grande Recife e problemas continuam afetando a população infelizmente”, aponta o engenheiro Carlos Welligton de Azevedo Pires Sobrinho, coordenador do estudo pelo Itep.

“No caso dos vícios construtivos inerentes aos chamados prédios-caixão, o papel do Itep foi fundamental. Inicialmente, a partir das análises técnicas dos casos concretos, ocorridos principalmente no município de Olinda, ao demonstrar que se tratavam, de fato, de vícios decorrentes do método construtivo inadequado, o que possibilitou a propositura de diversas ações civis públicas para garantir o direito à moradia dos consumidores atingidos. Posteriormente, diante da inércia do poder público em reconhecer que não se tratavam de casos isolados, mas de uma falha na política de financiamento e de licenciamento a esse tipo de construção, que permitiu que tal situação se tornasse uma espécie de calamidade pública, foi o Itep que realizou o estudo preliminar nas cidades da Região Metropolitana do Recife”, afirma a promotora de justiça Bettina Guedes (Habitação e Urbanismo da Capital).

O trabalho realizado pelo Itep foi essencial não só para abolir a construção de prédios-caixão como também para fomentar a elaboração de normas com foco na segurança estrutural. “Alguns avanços importantes foram obtidos, uma vez que a metodologia utilizada nos chamados prédios-caixão passou a ser vedada para construções acima de um pavimento no município do Recife (Lei nº 17.184/2006) e as vistorias periciais e manutenções periódicas em edifícios de apartamentos e salas comerciais passaram a ser obrigatórias em todo o estado de Pernambuco (Lei nº 13.032/2006). No entanto, o resultado final só será obtido com a criação de uma política pública (envolvendo o poder público nacional e local) de recuperação ou substituição de todas as edificações construídas em alvenaria resistente ou portante”, destaca a promotora. 


Instituto de Tecnologia de Pernambuco

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