segunda-feira, 17 de abril de 2017

Bebê é impedido de viajar para os EUA. O motivo: terrorismo

A família ia de férias para a Flórida, nos Estados Unidos, e era preciso pedir os vistos. Paul Kenyon, o avô de 62 anos, tratou de tudo, mas cometeu um erro que veio a revelar-se caro. Ao preencher o formulário relativo ao neto Harvey, de apenas três meses, enganou-se numa das respostas. "Tenciona envolver-se ou alguma vez esteve envolvido em atividades terroristas, de espionagem, sabotagem ou genocídio?". Esta era a questão a que ele, sem reparar, respondeu que sim.

Não tardou até que Harvey fosse chamado para prestar declarações na embaixada dos EUA em Londres. "Não queria acreditar que eles não estavam a ver que era um simples erro e que um bebê de três meses não representava um perigo para ninguém", explica o avô.

Ainda assim, Paul Kenyon e Faye, sua filha e mãe do bebé, tiveram que deslocar-se até à embaixada norte-americana. A viagem de ida e volta desde a casa de família em Poynton, perto de Liverpool, durou cerca de dez horas. Isto passou-se numa segunda-feira e os voos estavam marcados para quinta dessa mesma semana.

O visto de Harvey não chegou a tempo e foi preciso comprar novos voos para que ele e os pais pudessem depois juntar-se ao resto da família, que viajou no dia inicialmente previsto. Feitas as contas, o erro custou-lhe três mil libras (cerca de 3500 euros).

"Ele portou-se lindamente na entrevista na embaixada e não chorou uma única vez. Ainda pensei levá-lo vestido com um fato-macaco cor de laranja [farda típica dos presidiários], mas depois achei que talvez não fosse boa ideia. Não me pareceu que eles tivessem sentido de humor", conta o avô Kenyon. "Obviamente que ele nunca se envolveu num genocídio ou em espionagem, mas já sabotou algumas sestas. Isto eu não lhes disse na embaixada".

Com informações do The Guardian (Inglaterra) e do Diário de Notícias (Portugal)

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