quinta-feira, 20 de abril de 2017

Baleia Azul: mãe salva filha de suicídio no Rio

A Polícia Civil do Rio de Janeiro ouviu nesta quinta-feira (20) mais uma adolescente vítima do jogo "Baleia Azul" – disputa virtual que inclui desafios que podem induzir ao suicídio. Segundo a investigação, uma das vítimas ouvidas na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) foi impedida de se matar pela mãe, que percebeu que a filha tinha escoriações pelo corpo.


No jogo, disputado pelas redes sociais, em que um grupo de organizadores, chamados "curadores", propõe 50 desafios macabros aos adolescentes, como bater fotos assistindo a filmes de terror, automutilar-se e ficar doente. A última missão do jogo é se matar.

De acordo com a delegada Fernanda Fernandes, uma adolescente estava num estágio intermediário do jogo, mas quis adiantar a última tarefa que consiste num atentado contra a própria vida.

A delegada contou que a vítima ia sair de casa e que pretendia pular de um prédio, mas foi impedida pela mãe, que percebeu escoriações no corpo da menor. Mesmo em casa, a adolescente tentou outras formas de se matar, mas novamente foi impedida. Este é o segundo caso confirmado na Região Metropolitana do Rio, de cinco investigados pela DRCI.

Como a investigação está em processo inicial, a delegada explicou que suspeitas sobre a autoria do crime ainda não pode ser revelada. A quantidade de curadores do "jogo" também não pôde ainda ser determinada. A certeza, no entanto, é que são vários os moderadores.

Ameaças - A delegada explica que participantes, ao tentarem sair do jogo, são ameaçados virtualmente, inclusive com as famílias envolvidas. "As vítimas tentam sair e não conseguem. As crianças recebem algumas ameaças de morte ou até um tipo de pressão psicológica mesmo, e acabam cedendo (...) Alguém fala: 'se você não se matar, a gente tem seus dados e vamos atras de você e da sua família'", relatou.

Investigadores acreditam que o perfil dos administradores do jogo seja de maiores de idade, para conseguir coagir crianças e adolescentes a participarem.

Portal G1

Nota do Blog: A foto que ilustra a matéria não é da adolescente salva.

Nota do Blog2: Pais, professores, profissionais de saúde, lideranças comunitárias e religiosas, conversem com seus jovens. Diálogo, diálogo e diálogo.

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