terça-feira, 21 de março de 2017

Vandalismo prejudica abastecimento de São José do Egito, no Sertão

A população de São José do Egito, no Sertão de Pernambuco, teve o abastecimento de água prejudicado por um ato de vandalismo. A balsa que dá suporte à bomba flutuante que opera no Açude São José II, responsável pelo fornecimento de água para a cidade, sumiu do local onde tinha sido instalada pela Compesa, no último sábado (18). 

A companhia chegou a registrar um Boletim de Ocorrência pelo furto, mas técnicos da Compesa localizaram a balsa em um ponto distante do local de operação, próximo às margens do açude.

Agora, a empresa realiza a manutenção no equipamento para garantir que a bomba seja reinstalada amanhã (22), conforme a previsão de conserto, e possa restabelecer a distribuição normal de água para a cidade. Hoje, o Açude São José II e o Sistema Adutor do Pajeú são responsáveis pelo abastecimento total da cidade, onde é realizado o rodízio de um dia com água para seis dias sem, em média. 

O açude está com cerca de 18% da sua capacidade total de armazenação - que é de 7.152.875 metros cúbicos de água - e cuja produção total destinada à São José do Egito é de 43 litros por segundo. Com a bomba danificada, esse volume reduziu em mais de 50%, tendo em vista que a água passou a ser transportada para a cidade somente por meio da gravidade.

"Nossa suspeita é que a balsa tenha sido retirada do local por pescadores. Eles fizeram uso e depois abandonaram a balsa", informou o gerente de Unidade de Negócios da Compesa, Sérgio Bruno Ribeiro, acrescentando que ainda há uma preocupação com as condições da estrutura da balsa para a instalação da bomba, o que pode levar mais tempo para colocar o sistema em operação e cumprir o calendário de abastecimento da cidade.

Imprensa Compesa

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