segunda-feira, 13 de março de 2017

Turquia: Erdogan acusa Holanda de nazismo e fascismo e diz que país "pagará caro"

Em discurso, Recep Tayyip Erdogan afirmou que o tratamento reservado à ministra e a outros responsáveis turcos na Europa traduziam um aumento "do racismo e do fascismo".

"Os Países Baixos pagarão o preço", acrescentou, agradecendo à França ter autorizado a visita do chefe da diplomacia turca, Mevlut Cavusoglu, a este país.

Mevlut Cavusoglu tinha previsto fazer um discurso de campanha na Holanda, no sábado, a favor do alargamento dos poderes constitucionais de Erdogan, mas o governo holandês recusou-lhe a permissão de aterrar no país, o que iniciou uma crise diplomática entre os dois governos.

Também a ministra turca da Família foi expulsa no sábado da Holanda, onde entrou de carro para participar numa reunião política, depois de ter desafiado as autoridades holandesas, que tinham pedido a Ancara para que a ministra não visitasse Rotterdam.

Pelo seu lado, o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, disse hoje que quer "acalmar a tensão" diplomática com a Turquia, mas ameaçou "responder com as medidas adequadas" se as autoridades turcas persistirem na sua atitude perante os Países Baixos.

"Queremos reduzir [a crise], mas se os turcos insistem em agudizar a tensão, responderemos adequadamente", disse o chefe do governo holandês, em plena campanha eleitoral antes das eleições legislativas, previstas para quarta-feira.

Rutte informou que falou durante a noite "oito vezes por telefone" com o premier turco para tentar "chegar a uma solução de diálogo" com a Turquia.


Diario de Noticias (Portugal)

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