quinta-feira, 2 de março de 2017

Trump defende reforma imigratória e sugere regularizar permanência de ilegais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu nesta terça-feira (28/02) que poderia amenizar a política imigratória de sua administração e legalizar a permanência daqueles sem documentação que não cometeram crises graves. A afirmação foi feita momentos antes de seu discurso no Congresso, onde defendeu "uma reforma migratória real e positiva", baseando-se no “mérito”.

Trump disse considerar que o atual modelo está “obsoleto” e um sistema novo poderia admitir no país somente aqueles que podem se manter financeiramente. “Esta é a hora para um projeto de lei de imigração, se houver compromisso dos dois lados [Republicanos e Democratas]”, afirmou. "Se a gente for pelo bem-estar dos cidadãos americanos, então acho que republicanos e democratas podem trabalhar juntos para alcançar um resultado.”

Mesmo assim, ele insistiu no veto à entrada de cidadãos de determinados países, por questão de “segurança”. "Não podemos permitir que se forme uma missão avançada de terrorismo dentro dos Estados Unidos. Não podemos permitir que nossa nação seja um santuário para os extremistas", disse. "Meu governo esteve trabalhando em melhores procedimentos de triagem e em breve faremos novas medidas para manter nosso país em segurança, e para que os que nos querem fazer mal, fiquem fora", afirmou. Um novo plano deve ser apresentado ainda nesta quarta-feira (01/03).

Segundo o presidente norte-americano, o governo já está “removendo” os imigrantes que considera perigosos.

“Enquanto falamos, estamos removendo membros de gangues, traficantes de drogas e criminosos que ameaçam nossas comunidades e prendem nossos cidadãos. Os maus estão saindo enquanto falo hoje e como eu havia prometido”, afirmou. Familiares de vítimas de crimes supostamente cometidos por imigrantes não documentados estavam presentes durante o discurso, sentados ao lado da primeira-dama, Melania Trump.

Apesar do tom - considerado mais leve pelos veículos de imprensa norte-americanos –, Trump voltou a defender a construção do muro com o México, que afirmou ser "uma arma muito eficaz contra o crime e as drogas" e que estará pronto antes do previsto. O custo da barreira está estimado em 20 bilhões de dólares (60 bilhões de reais)

Falando sobre segurança, Trump pediu ao Congresso um dos maiores aumentos da despesa em defesa da história do país, com o objetivo de "reconstruir" as Forças Armadas.

De acordo com o Escritório de Orçamento da Casa Branca, este aumento de recursos para o Pentágono no novo ano fiscal será de quase 10%, equivalente a US$ 54 bilhões e compensado por cortes em outros órgãos do governo, como o Departamento de Estado. "Os desafios que enfcomo nação são grandes. Mas nosso povo é ainda maior. E ninguém é maior ou mais valente que aqueles que lutam com o uniforme dos Estados Unidos", disse.

Trump disse que vai “trabalhar” com países aliados para “exterminar” o grupo terrorista Estado Islâmico (EI). "Vamos trabalhar com nossos aliados, incluindo nossos amigos e aliados do mundo muçulmano, para extinguir da face da Terra esse inimigo", disse.

"Como prometido, ordenei ao Departamento de Defesa que desenvolva um plano para destruir o EI, uma rede de selvagens sem lei que matou muçulmanos e cristãos, homens, mulheres e crianças todas as crenças", afirmou o presidente.

Trump responsabilizou, em diversas ocasiões, a política externa e a gestão do ex-presidente Barack Obama pelo surgimento do Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

Opera Mundi

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