sábado, 25 de março de 2017

No aniversário da União Europeia, manifestantes protestam contra 'Brexit' em Londres

Milhares de manifestantes caminharam pelas ruas de Londres neste sábado (25), em direção à praça do Parlamento, para protestar contra a saída do Reino Unido da União Europeia - o chamado "Brexit". Eles carregavam bandeiras e cartazes pedindo a anulação da decisão, aprovada em plebiscito no dia 23 de junho de 2016.

Neste sábado, a União Europeia completa 60 anos. Daqui a quatro dias, a primeira-ministra britânica, Theresa May, apresentará oficialmente os documentos de saída do país do bloco.

Reunião de líderes

Europeus devem conter suas reclamações e seu descontentamento em relação à União Europeia se quiserem que o bloco sobreviva, alertaram líderes neste sábado (25), durante evento do 60º aniversário da UE, em Roma, onde assinaram uma declaração formal de unidade.

Líderes de outros países europeus saudaram os 60 anos de paz e prosperidade e prometeram aprofundar uma unidade fragilizada por crises globais e regionais.

As negociações sobre as palavras a serem usadas na Declaração de Roma, a iminente confirmação de May para o chamado Brexit e a presença de milhares de manifestantes ofereceram uma lembrança mais sóbria dos desafios enfrentados pela UE na manutenção de um curso comum para 27 países.

“Paramos no meio do caminho e isso causou uma crise de rejeição pela opinião pública”, disse o anfitrião e primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni, em alusão ao repúdio britânico à UE.

Ele disse que o fracasso em levar o projeto adiante durante uma década de problemas econômicos ajudou no crescimento de um “nacionalismo intolerante”. Roma ofereceu um novo começo: “A União está começando de novo … e tem uma visão para os próximos 10 anos”, disse o premiê.

Outros, no entanto, estão receosos sobre tal entusiasmo na cessão de mais soberania nacional — e também acerca de movimentos na União que avançam com uma pauta de integração. O governo nacionalista da Polônia tem liderado protestos contra uma “Europa multivelocidade”, temendo que isso poderia colocar o ex-país comunista em um status de segunda classe.

A chanceler alemã, Angela Merkel, uma das principais líderes do bloco, que concorrerá à reeleição em setembro, salientou que a UE deve também dar atenção às queixas de gerações que conhecem a guerra apenas na história. “No futuro, teremos que nos preocupar, acima de tudo, com a questão de empregos”, disse ela a repórteres.

Portal G1

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