sexta-feira, 17 de março de 2017

Mais de 100 nomes na lista de Janot

Ainda sigilosos, os 83 novos inquéritos pedidos pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) com base nas 78 delações da Odebrecht não terão mais do que 107 investigados. Como uma pessoa pode ser alvo de mais de um inquérito, ainda não é possível cravar o número exato de investigados, mas o acompanhamento dos processos no sistema do STF mostra que a soma não passará de 107.

Os processos ainda não estão nas mãos do ministro Edson Fachin, mas já passaram por duas etapas prévias: o protocolo e a autuação. Nesta quinta-feira, 16, eles começaram a ser distribuídos, eletronicamente, ao ministro Fachin, relator dos processos relacionados à Operação Lava Jato no Supremo – etapa que ainda não foi concluída. Só após todos os processos terem sido distribuídos a Fachin é que serão disponibilizados ao relator.

Devido ao sigilo, no momento, nem mesmo as iniciais dos investigados estão presentes no sistema do Supremo.

A maioria dos inquéritos – 64 – tem um único investigado. São 16 inquéritos com dois investigados. Há dois inquéritos com 3 investigados. O inquérito que tem mais investigados é o de número 4.437, com 5 alvos. Estes números se referem apenas ao Supremo, e não incluem os inquéritos que serão abertos em outras instâncias. A PGR não confirma o número exato de investigados.

Os 83 inquéritos são parte dos 320 pedidos que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao STF com base nas delações premiadas da Odebrecht. O procurador também pediu a retirada de sigilo de parte das revelações feitas pelos ex-funcionários da empreiteira baiana. Caberá a Fachin decidir quanto à retirada do sigilo. Não há prazo para isso.

O relator da Lava Jato no Supremo será “absolutamente criterioso” ao analisar os pedidos da PGR, segundo informaram fontes ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, após o envio da “segunda lista de Janot”.

Não necessariamente todos os 83 inquéritos ficarão com o ministro Edson Fachin. Alguns podem ser redistribuídos para outros ministros, se considerado que não há conexão com a Lava Jato.


Revista IstoÉ

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