terça-feira, 21 de março de 2017

Hoje é o Dia Internacional da Síndrome de Down

Hoje é o Dia Internacional da Síndrome de Down, uma alteração genética, que tem características físicas próprias e pode trazer comprometimentos na fala e no aprendizado. 

Estima-se que, a cada ano, para cada 700 crianças no Brasil, uma nasça com a síndrome. No Brasil, oito mil bebês nascem por ano com síndrome de Down. No Brasil, 350 mil famílias tentam todos os dias diminuir as limitações e encontrar mais espaço.

A data da comemoração, 21 de março, foi escolhida em referência ao cromossomo 21, que no caso das pessoas com a condição aparece com três exemplares (trissomia). Por isso a celebração é sempre no dia 21/3. 

Descoberta - A Síndrome de Down foi descoberta em 1862, pelo médico britânico John Langdon Down. Em mais de 150 anos, a discussão acerca da síndrome avançou consideravelmente nos campos da ciência e da sociedade, de forma especial nas últimas três décadas, mas ainda está longe de ser ideal. A Lei da Inclusão garante o acesso à educação para quem tem algum tipo de deficiência. Não é permitida a cobrança de mensalidade adicional para escolas, por exemplo, ou algum tipo de discriminação ou negativa de matrícula.

Ainda no útero, é possível realizar exames que podem detectar se o bebê apresenta síndrome de Down. Casais com síndrome tem 80% de chance de ter um filho também com síndrome. Se só um dos parceiros tiver a síndrome, a possibilidade de ter um filho com Down cai para 50%.

Por alguma razão que ainda não foi cientificamente explicada, ou o óvulo feminino ou o espermatozoide masculino apresentam 24 cromossomos no lugar de 23, ou seja, um cromossomo a mais. Ao se unirem aos 23 da outra célula embrionária, somam 47. Esse cromossomo extra aparece no par número 21. Por isso a síndrome de Down também é chamada de trissomia do 21. 

Superação - As pessoas com síndrome de Down têm muito mais em comum com o resto da população do que diferenças. Se você é pai ou mãe de uma pessoa com síndrome de Down, o mais importante é descobrir que seu filho pode alcançar um bom desenvolvimento de suas capacidades pessoais e avançará com crescentes níveis de realização e autonomia. Ele é capaz de sentir, amar, aprender, se divertir e trabalhar. Poderá ler e escrever, deverá ir à escola como qualquer outra criança e levar uma vida autônoma. Em resumo, ele poderá ocupar um lugar próprio e digno na sociedade.

É o caso da bailarina pernambucana Amanda Pereira (foto) foi a primeira pessoa com Down a dançar na ponta dos pés no Norte e Nordeste do Brasil. Aos 20 anos de idade, ela dança desde os quatro e explica que escolheu o balé para se sentir mais forte e mais confiante.“Gosto tanto do balé clássico quanto do contemporâneo. Resolvi dançar porque me dá segurança e me deixa mais forte. Sinto emoção quando danço. Foi uma ótima escolha”, afirma a bailarina, em entrevista à Rede Globo.

Outro caso é o do ator, dançarino e professor Gabriel Nogueira, de 29 anos, que foi o primeiro gaúcho com síndrome de down a fazer faculdade de Artes Cênicas, na cidade de Pelotas (a 260 km de Porto Alegre). Na defesa de seu Trabalho de Conclusão de Curso, encenou Hamlet (a famosa peça de William Shakespeare) e tirou nota 10,0.

Características - Olhos amendoados, maior propensão ao desenvolvimento de algumas doenças e redução da força muscular, eles são bem mais flexíveis, quase contorcionistas e têm um comprometimento intelectual. Em geral, as crianças com síndrome de Down são menores em tamanho e seu desenvolvimento físico e mental são mais lentos que o de outras crianças da mesma idade. São mais vulneráreis a problemas respiratórios e cerca de 50% das crianças apresentam algum tipo de cardiopatia. Podem apresentar problemas no sistema oftalmológico, de audição e tireoide. Hérnias também são comuns.

O bebê precisa de um estudo do cariótipo, que é o estudo do tipo genético, realizado durante o primeiro ano de vida. A partir dessa análise, o bebê deve receber atendimento multidisciplinar, com fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional. Às vezes é necessário apoio em outras áreas.

É importante esclarecer que o comportamento dos pais não causa a síndrome de Down. Não há nada que eles poderiam ter feito de diferente para evitá-la. Não é culpa de ninguém. Além disso, a síndrome de Down não é uma doença, mas uma condição da pessoa associada a algumas questões para as quais os pais devem estar atentos desde o nascimento da criança. A síndrome é a ocorrência genética mais comum que existe, acontecendo em cerca de um a cada 700 nascimentos, independentemente de raça, país, religião ou condição econômica da família.

Com informações do Portal G1, do Movimento Down, da Wikipedia e de Arquivo

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