sábado, 4 de março de 2017

Explosão em condomínio deixa feridos no Rio

Um explosão deixou seis feridos em um condomínio, na Estrada do Dendê, 2.030, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, por volta das 8h20 desta sexta-feira (03). Entre as vítimas estão três pessoas de uma mesma família, como um menino de 11 anos. Além disso, dois bebês inalaram fumaça e um homem que fazia um conserto no sofá também foi atingido. Já um cachorro da família morreu.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, os três feridos e os bebês foram levados para o Hospital de Força Aérea do Galeão (HFAG) e o funcionário, Daniel Silva de Castro, de 19 anos, para o Hospital Municipal Evandro Freire. A corporação disse que eles tiveram queimaduras de 2º e 3º grau, mas não estão em estado grave.

Em nota o HFAG informou que o homem teve 70% do corpo queimado e está estável, respirando sem auxílio de aparelhos. A mulher está com 50% do corpo queimado e respira normalmente. Já a criança está com 35% de queimaduras pelo corpo e respira normalmente.

Até o momento, não há informações sobre a causa da explosão, que desencadeou um incêndio no Condomínio Almirante Alves Câmara.

Ao todo, foram seis apartamentos atingidos e 12 interditados, sendo um totalmente destruído. Por volta de meio-dia, apenas o local onde começou o incêndio continuou fechado para a perícia e o restante do prédio foi liberado. Segundo o Corpo de Bombeiros, o gás é encanado no local.

A explosão ocorreu no apartamento 103 do bloco 4 e depois o fogo se alastrou rapidamente até o terceiro piso, último andar do prédio. Juliana Barbosa, de 28 anos, contou que só entendeu o que estava acontecendo quando viu um vizinho com o extintor na mão.

"Estava deitada ouvindo música com o celular e senti o impacto. Quando cheguei na sala, a minha porta tinha cedido. Tremeu tudo dentro de casa, desesperador. Corri para tentar me proteger, mas fiquei desesperada porque tinha perdido minha irmã de vista", lembra a moradora. Ela disse ainda que houve gritaria no momento do acidente. "Muitas crianças pediram socorro e os próprios vizinhos tentavam ajudar. Foi horrível, gosto nem de lembrar da cena", reforçou Juliana.

O síndico do prédio, Nivaldo Rodrigues, afirmou que os moradores poderão retornar assim que a perícia terminar. "O prédio continua interditado. A Defesa Civil disse que o local teria que passar também por uma perícia da Polícia Civil, mas não sabem por causa do pós-Carnaval", completou.

Mulher do síndico, Marilene Nunes, de 60 anos, ressaltou que a família era nova no condomínio e havia se mudado há dois meses. "Só ouvi uma criança pedindo socorro. Assim que ocorreu a explosão, o pai e a mãe correram com os filhos para fora do apartamento. Já o funcionário foi jogado para longe, mas depois conseguiu sair", acrescentou.

O militar Marcelo Barreto, também morador do prédio, afirmou que foi um vazamento de gás. "Foi no apartamento 103. Escutei o barulho e corri para tentar ajudar as vítimas. Foi assustador", destacou. Já o vizinho do apartamento que explodiu, Kennedy Falqueto, de 34 anos, contou que o funcionário que ia fazer o conserto no sofá entrou com um botijão de gás no prédio. 

A explosão também pode ser sentida em outros pontos da avenida. O professor Luiz Fernando Martins, de 58 anos, disse que sentiu o tremor. "Moro a um quarteirão daqui e meu prédio tremeu com a explosão. Foi horrível", recorda-se.

De acordo com informações da 37ª DP (Ilha do Governador), foi instaurado um procedimento para apurar o caso. Segundo a Polícia Civil, peritos da engenharia do Instituto de Criminalística Carlos Éboli estão seguindo para o local.

Em nota, a CEG informou que esteve no local a pedido do síndico e detectou que o fornecimento de gás já estava interrompido. "Todas as medidas de segurança — aplicadas em casos de incêndio — já haviam sido tomadas pelo próprio Corpo de Bombeiros. Até o momento, a Ceg não identificou relação do acidente com o fornecimento de gás natural", completou.

Jornal O Dia (Rio)

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