quinta-feira, 9 de março de 2017

#DiaDaMulher - Maria do Carmo Alves

Maria do Carmo Alves, 46 anos, foi assassinada no dia 24 de janeiro de 2003 pelo ex-cirurgião Farah Jorge Farah, com quem teve um relacionamento. 

O corpo de Maria do Carmo foi encontrado pela polícia dois dias depois, dividido em nove pedaços, guardados em cinco sacos de lixo depositados no porta-malas do carro de Farah, que declarou não se lembrar do que havia acontecido naquela noite.

De acordo com análise pericial, Maria pode ter sido esfaqueada no pescoço e depois arrastada para a sala de cirurgia da clínica. Farah voltou para casa, que ficava a poucos quarteirões, guardou o carro e depois de quatro horas retornou à clínica, onde permaneceu durante a madrugada, esquartejando a vítima.

A fim de dificultar a identificação do cadáver, Farah removeu cirurgicamente as peles faciais, das mãos e pés da vítima, guardando os restos mortais em sacos plásticos no porta-malas de seu veículo. Após o crime Farah chamou a polícia, dizendo-se arrependido.

Farah foi condenado em primeira instância por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver. 

Em 29 de maio de 2007, o Supremo Tribunal Federal concedeu um Habeas Corpus para libertar o ex-cirurgião, que aguarda a sentença final em liberdade. No ano passado, A Justiça de São Paulo reduziu sua pena de 16 para 14 anos e oito meses. Como já recorria da sentença em liberdade, o ex-cirurgião plástico tem o direito de permanecer livre. Ele não pode ser preso até que sejam julgados todos os recursos da sua defesa nas instâncias superiores da Justiça.


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