quarta-feira, 8 de março de 2017

#DiaDaMulher - Claudia Silva Ferreira

Aos 38 anos, a auxiliar de serviços gerais Cláudia Silva Ferreira morreu no dia 16 de março de 2014, durante operação da Polícia Militar no Morro da Congonha, Zona Norte do Rio. Ela foi baleada por policiais e colocada no porta-malas de uma viatura. Mas o porta malas se abriu e o corpo de Claudia acabou sendo arrastado por cerca de 300 metros da Estrada Intendente Magalhães. 

Ela tinha quatro filhos e também criava quatro sobrinhos, todos menores de idade. Ela trabalhava num hospital e completaria 20 anos de casada em setembro daquele ano. A filha mais velha, de 18 anos, foi quem passou a cuidar dos irmãos e dos primos após a morte de Cláudia. 

Dois dos policiais envolvidos no caso, os subtenentes Adir Serrano Machado e Rodney Miguel Archanjo, já tinham envolvimento em outros casos que resultaram na morte de pelo menos 69 outras pessoas durante supostos tiroteios registrados como "autos de resistência" entre 2000-2014.

O caso da Cláudia ganhou notoriedade pela natureza chocante das imagens e reacendeu um amplo debate público sobre violência policial e impunidade. Levantamento da Anistia Internacional mostra que pelo menos 16% dos homicídios registrados na cidade do Rio entre 2010-2015 foram cometidos por policiais, um dos maiores índices de letalidade policial do mundo.

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