quarta-feira, 8 de março de 2017

#DiaDaMulher - Aída Curi

Aída Curi era estudante e tinha 18 anos. Após perder o pai, quando ela tinha cinco anos, sua mãe a colocou num colégio interno de freiras de onde só saiu 12 anos depois. Jovem e ainda conhecendo a vida, Aída estudava inglês e datilografia, além de trabalhar na loja de seu irmão mais velho.

Na noite do dia 14 de julho de 1958, Aída foi abordada por dois homens, Ronaldo Castro e Cássio Murilo (dois jovens de vida desregrada, segundo relatos da época) e levada à força pelos dois ao topo do Edifício Rio Nobre, na Avenida Atlântica, Rio de Janeiro, e tiveram ajuda do porteiro Antônio Sousa. Os três tentaram estuprá-la mas ela resistiu e lutou contra os três até sofrer um desmaio. Para ocultar o crime, jogaram Aída pela janela do 12º andar do prédio, que estava desocupado. Aída morreu na queda.

O porteiro Antonio Souza após repercussão do crime, desapareceu, ainda na época. Cássio Murilo tinha 17 anos na época do crime e acabou sendo recolhido pelo Sistema de Amparo ao Menor (Serviço equivalente à FEBEM, Fundação Casa, Funase, etc.), de onde saiu para prestar o serviço militar. Segundo informações não-oficiais, fora assassinado em 1978. Ronaldo Castro chegou a julgamento, mas ao longo do tempo, teve sua pena diminuída. Hoje é empresário no Espírito Santo.

Religião - A morte de Aída também carrega forte carga religiosa. A família, de imigrantes libaneses, sempre foi muito católica, e um de seus irmãos, Padre Maurício Curi, escreveu um livro em homenagem à irmã, Aída Curi - O preço foi a própria vida, onde se supervalorizou a morte dela para defender "sua honra", leia-se, sua virgindade. Um artigo no site Recanto das Letras mostra a resenha do tal livro, e o autor do texto após fazer uma resenha da obra, escreveu: Diversos outros testemunhos [...] atestam as elevadíssimas qualidades morais e espirituais daquela que, Deus o permita, ainda irá para os altares como mais uma santa brasileira. 



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