terça-feira, 14 de março de 2017

Boa Esporte perde patrocínio de material esportivo

Depois que os patrocinadores menores abandonaram o Boa Esporte por causa da contratação do goleiro Bruno, o principal investidor do time, o Grupo Gois & Silva, e também o fornecedor de material esportivo, a Kanxa, também encerraram o acordo comercial com a equipe de Varginha. Ao todo, já foram cinco patrocinadores perdidos. 

Proprietário da empresa, Rafael Góis Silva Xavier havia afirmado no fim de semana que manteria o patrocínio apesar das críticas recebidas pela empresa nas redes sociais. Nesta segunda-feira, porém, diretores do grupo se reuniram com dirigentes do Boa e oficializaram o fim do patrocínio.





Em comunicado, o Grupo Gois & Silva disse que pediu ao Boa que "reavaliasse sua posição" sobre a contratação de Bruno "em virtude do forte apelo social", mas não foi atendido. "Diante da decisão de manter a contratação do goleiro Bruno, o Grupo Gois & Silva reitera sua posição e anuncia oficialmente que não é mais patrocinador do clube de Varginha", diz comunicado da empresa.

A holding ainda pede, na nota, que o Boa deixe de exibir as marcas pertencentes à Gois & Silva - Grupo Gois, Dengue Control e Fazendo Ouro Velho - das camisetas, das redes sociais e todos os demais canais de comunicação do Boa.

Desde a contratação de Bruno, anunciada na noite de sexta-feira, o Boa já havia perdido outros três apoiadores menores: a Nutrends Nutrition, do ramo de suplementação nutricional, a clínica cardiológica CardioCenter e a Magsul, clínica de ressonância magnética.

A prefeitura de Varginha também estuda romper a parceira que tem o time do sul de Minas Gerais que disputa também segunda divisão estadual (leia abaixo a nota da prefeitura).

Bruno estava preso desde 2010, acusado pelo assassinato de sua ex-amante, Eliza Samudio. Em 2013, ele foi condenado a 22 anos e 3 meses pelo sequestro, assassinato e ocultação de cadáver de Eliza, mas, como não teve seu recurso julgado desde então, conseguiu sua liberdade provisória no dia 24 de fevereiro, por decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Superior Tribunal Federal (STF).


Nota oficial 

A Prefeitura de Varginha vem a público esclarecer que existe um convênio firmado com o Boa Esporte, decorrente das Leis Municipais nºs 5.669/2013, 5.842/2014 e 6.170/2016, devidamente aprovadas pela Câmara de Vereadores, convênio que vem sendo renovado anualmente, por ser de interesse das partes, uma vez que o Boa Esporte encontrou nesta Cidade estrutura adequada para desenvolver suas atividades, apoio popular e trouxe às pessoas de Varginha e região, entretenimento, geração de empregos, renda, além de promover o nome da cidade de Varginha em nível nacional.

Esclarece, ainda, que nos termos do referido convênio, as decisões de ordem administrativa, financeira, operacional e de execução, inclusive as definições na contratação de jogadores, compete única e exclusivamente ao Clube.

Portanto, qualquer decisão no sentido de rescindir o referido convênio deverá, antes, ser precedida de análise jurídica criteriosa por parte do Município, necessária em razão da prudência que o caso requer e pelo fato que tal definição deve considerar eventuais prejuízos às partes, em especial aos empregados do Clube, tendo em vista que a equipe do Boa Esporte já assumiu compromissos com a contratação de funcionários, de vários jogadores, além de estar definida sua participação no Campeonato Brasileiro da Série B 2017 e Campeonato Mineiro Módulo II 2017.

Portanto, o Departamento Jurídico da Prefeitura está analisando todos os aspectos legais que envolvem a questão, com o fim de verificar a possibilidade de rescindir, ou não, o referido convênio.

Finalmente, como é de conhecimento público, embora o assunto seja polêmico, é importante registrar que a Prefeitura sempre agiu a agirá nos limites legais quando da tomada de qualquer decisão, registrando-se, também como é do conhecimento de todos, que o jogador Bruno Fernandes ainda aguarda julgamento definitivo pela Justiça, estando solto por decisão do Supremo Tribunal Federal.


Estadão


Nota do Blog: Enquanto o referido atleta estiver solto, não colocarei fotos dele em situações de jogo, idolatria, festa ou qualquer manifestação de alegria. Afinal de contas, a vítima, além de ter morrido, não teve direito a um enterro, o que fere, e muito, o direito humano de uma pessoa

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