terça-feira, 7 de março de 2017

Acusados de explodir bancos no Cabo vão para presídio federal

Quatro homens presos suspeitos de assaltar bancos no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, no dia 02 de fevereiro, devem ser transferidos para um presídio federal de segurança máxima. A decisão foi tomada em audiência de custódia, assinada pela juíza Mirna dos Anjos Tenório de Melo Gusmão, que mandou notificar o Departamento Penitenciário Nacional. (Veja vídeo acima)

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) havia pedido a transferência dos quatro para um presídio federal, sugerindo especificamente o de Mossoró (RN). Os homens tiveram ainda a prisão em flagrante convertida em preventiva, “considerando o armamento e instrumentos utilizados na ação”, escreveu a magistrada.

Segundo a Justiça, os quatro confessaram participação no crime, tendo “narrado com riqueza de detalhes a ação e a organização do grupo”. A juíza apontou ainda que “pelas circunstâncias do caso, denota-se a concreta periculosidade dos autuados, que agiram em concurso de agentes, em ação orquestrada e organizada, chamando a atenção os instrumentos utilizados e o armamento empregado”.

Entre as armas apreendidas pela polícia com o grupo, estão três fuzis — capazes de derrubar aeronaves e de perfurar carros blindados —, uma espingarda, uma metralhadora, seis pistolas e dois revólveres, além de munições de diversos calibres.

A juíza apontou ainda que os quatro já se envolveram em crimes anteriormente. \"Observo a necessidade de se garantir a ordem pública, a qual se traduz na manutenção da paz e tranquilidade social, impedindo que, com a liberação dos infratores, estes voltem a cometer reiteradas condutas criminosas, já que, pelo histórico confirmado por eles, infere-se a tendência de continuar agindo de forma avessa à Lei\", escreveu.

O quinto homem preso na ocorrência, que segue internado em um hospital, também teve a prisão preventiva decretada. A juíza apontou que ele deve ser apresentado à audiência de custódia assim que tiver alta hospitalar.

A ação criminosa começou na madrugada de quinta-feira (2). Por volta das 3h40, a polícia recebeu informações sobre tiros disparados nas proximidades das agências do Itaú e do Banco do Brasil, no Centro do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife.

Equipes da Polícia Militar foram as primeiras a chegar ao local, seguidas do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (Bepi), da Radiopatrulha e de outras unidades policiais. Ao todo, 150 PMs estiveram envolvidos na ocorrência.

A polícia informou que três pessoas foram feitas reféns. Eles chegaram a ser feridos pelos suspeitos durante a ocorrência, mas todos passam bem. O chefe da Polícia Civil, Joselito do Amaral, disse na coletiva que todos foram liberados antes mesmo de o segundo grupo fugir. Vítimas e testemunhas foram levadas para depor na sede do Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), na Zona Oeste do Recife.

Os presos respondem pelos crimes de organização criminosa, roubo qualificado, uso de arma de fogo, concurso de pessoas e restrição da liberdade. Apesar de ter conseguido o acesso à área da tesouraria dos bancos, a quadrilha não conseguiu explodir os cofres das duas agências bancárias. No local, foram apreendidos cerca de R$ 90 em moedas. O armamento utilizado pelo grupo, no entanto, demonstra que ele estava preparado para levar todo o numerário das agências, segundo a polícia.

Foram apreendidas as seguintes armas: três fuzis — capazes de derrubar aeronaves e de perfurar carros blindados — uma espingarda, uma metralhadora, seis pistolas e dois revólveres, além de munições de diversos calibres. A polícia também apreendeu oito celulares, coletes à prova de balas, carregadores de armas, materiais para curativos e três carros utilizados durante a fuga dos envolvidos na ação.

Portal do Cabo com informações do Portal G1

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