sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Polícia Federal nega desmantelamento da Operação Lava-Jato

A Polícia Federal emitiu nota, na tarde desta quinta-feira, negando que haja desmantelamento da Lava-Jato com a recente saída de delegados que atuavam nas investigações. Nesta semana, o delegado Márcio Adriano Ancelmo anunciou que aceitou um convite para comandar a corregedoria do Espírito Santo. Ele pediu desligamento da operação no ano passado alegando “esgotamento físico e mental”, após três anos de operação.



Ancelmo foi um dos responsáveis pela investigação do escândalo de corrupção na Petrobras, que identificou um esquema de lavagem de dinheiro do ex-deputado federal José Janene (PP-PR), que morreu em 2010. Porém, nos bastidores o delegado travou duros embates com a defesa do ex-presidente Lula.

No comunicado, a PF informa que o recurso orçamentário para a coordenação da Lava-Jato para este ano foi aprovado e liberado, incluindo diárias e passagens. O documento é assinado pelo Diretor-Geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra (foto), o Diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado(DICOR), Maurício Leite Valeixo, o Superintendente Regional da PF no Paraná, Rosalvo Ferreira Franco e o Coordenador Regional Adjunto da Operação Lava Jato, Maurício Moscardi Grillo.

A nota diz ainda que o nome do delegado substituto de Ancelmo já está acertado, embora ainda não tenha sido divulgado. Ancelmo não foi o único delegado a deixar a Força-Tarefa. Em novembro, a delegada Érika Marena já havia deixado a operação para chefiar a área de combate à corrupção e desvios de verbas públicas da Superintendência da PF em Santa Catarina. Marena é considerada um dos mais importantes quadros da Força-Tarefa. Foi ela que deu o nome de Lava-Jato a operação.

DELEGADOS E AGENTES OUVIDOS

Embora a nota da PF procure acalmar os ânimos, o clima em Curitiba é tenso. Na última segunda-feira, corregedores da Polícia Federal de Brasília ouviram delegados e agentes da Força-Tarefa sobre a suspeita de instalação de grampo, sem autorização judicial, no fumódromo da carceragem e na cela do doleiro Alberto Youssef em março de 2014. A reportagem apurou que o agente Dalmey Fernando Werlang, acusado de instalar a escuta, foi um dos que prestou depoimento.

Jornal o Globo (Rio)




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