terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Guilherme Boulos, do MTST, continua preso


Após protestos e a intervenção do vereador Eduardo Suplicy e do Padre Julio Lancelotti, o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, Guilherme Boulos, teria sido liberado após prestar depoimento. Mas de acordo com a revista Carta MaiorBoulos continua preso na 49ª DP da Zona Leste, onde se concentram lideranças e integrantes do MTST.Aguardadas presenças de centrais e do ex-presidente Lula.. Ele havia sido detido durante reintegração de posse em São Mateus, na Zona Leste de São Paulo. Boulos havia sido detido e acusado de por "desobediência judicial e incitação à violência". Ele foi levado ao 49º Distrito Policial e falou à imprensa que a detenção era "injustiça". Em sua página no Facebook, integrantes do movimento falaram sobre a "prisão absurda de Boulos". Ao ser detido, Boulos disse que desde que participou de um protesto em frente à casa do presidente Michel Temer, em São Paulo, em 2016, a polícia estava de olho nele.

Repercussão - Logo após a detenção de Guilherme Boulos, coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), durante uma ação de reintegração de posse na manhã desta terça-feira (17), diversos políticos se posicionaram repudiando a ação da Polícia Militar.

Para Dilma Rousseff, a prisão de Boulos durante a resistência à reintegração de posse da ocupação Colonial, no bairro de São Mateus, zona leste de São Paulo, “evidencia um forte retrocesso” e “mostra a opção por um caminho que fere nossa democracia e criminaliza a defesa dos direitos sociais do nosso povo”. Ela classificou a prisão como “inaceitável”.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) também se solidarizou com as famílias sem teto e com Guilherme Boulos. Para o MST, a ação trata-se de criminalização das lutas dos movimentos populares por parte do governo de Geraldo Alckmin (PSDB) e da justiça paulista. 
Reintegração - Por volta das 7h, os moradores acompanhados por Boulos pediram para os oficiais de Justiça aguardarem a análise do pedido do Ministério Público de suspensão da ação de reintegração de posse para tentarem reverter a decisão, mas não conseguiram e, às 8h20, a Polícia Militar avançou. Bombas de gás lacrimogêneo e gás de pimenta foram utilizados na ação. "Eu não sei o que vai acontecer com a minha família", disse moradora.
Com informações do Portal G1 e do Jornal Brasil de Fato

Ilustração: Charge de Carlos Latuff para o Portal Sul 21

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