Visto pela acusação como um artifício para desviar o foco de Lindemberg Alves, a ideia da defesa de colocar em julgamento o papel da mídia no episódio é um aspecto que torna o caso ainda mais interessante. “Quem vai decidir se a imprensa errou serão os jurados”, diz Ana Lucia Assad, advogada do homem acusado de matar a jovem Eloá, em 2008.
A cobertura intensiva do sequestro, acredita a defesa, ajudou a prolongá-lo. Foram mais de cem horas de cárcere privado, ao longo do qual Lindemberg teve acesso ao que era falado sobre ele. Num dos momentos mais dramáticos, deu uma entrevista à jornalista Sonia Abrão, da RedeTV!.
Nesta segunda-feira (13), em seu programa vespertino, Sonia manifestou revolta com a estratégia da defesa. “Foi só através do nosso programa que a mãe da Eloá pôde falar com ela”, disse, numa das muitas manifestações sobre o seu papel no episódio.
A entrevista de Sonia com Lindemberg foi exibida durante o julgamento, a pedido da defesa. “Fico feliz de ter sido útil nesta história”, disse a apresentadora. Ela prometeu exibi-la novamente em seu programa, mas acabou não a mostrando. “Vamos deixar para amanhã”, prometeu.
Portal UOL

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